Brasil Hospitais privados voltam a alertar para a falta de kit intubação

Hospitais privados voltam a alertar para a falta de kit intubação

Associação formada por hospitais de ponta da rede privada voltou a pedir que governo distribua medicamentos exclusivos ao SUS

  • Brasil | Do R7

Entidade afirma que medicamentos podem acabar em até quatro dias nos associados

Entidade afirma que medicamentos podem acabar em até quatro dias nos associados

Miguel Schincariol/AFP - 17.03.2021

A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) voltou a alertar o governo federal nesta quinta-feira (25), sobre a falta de insumos para intubação de pacientes da covid-19, afirmando que muitos hospitais membros só têm produtos necessários para o tratamento de pacientes graves da covid-19 por mais três ou quatro dias.

A Anahp tem 118 membros, entre eles hospitais de ponta como o Sírio Libanês, Hospital Samaritano, Beneficência Portuguesa, 9 de Julho, Hcor e Barra d'or. Os associados respondem por 11% dos leitos privados de hospital, segundo dados da associação divulgados no final de 2019. 

Em nota, a associação ainda pediu que o Ministério da Saúde distribuísse parte dos estoques dos medicamentos que foram reservados exclusivamente ao SUS nesta semana, mesmo depois de alguns associados terem recorrido a importações extraordinárias para garantir os medicamentos. 

"O tempo mínimo necessário para que os produtos cheguem ao Brasil exige outra providência que precisa ser imediata: a colaboração do Ministério da Saúde para uma urgente distribuição de estoques decorrentes da requisição que realizou", disse a Anahp.

Os insumos do kit-intubação, que permitem a sedação de pacientes graves da covid-19, também são alvo de preocupação de governadores e municípios. Neste sábado (20), o Fórum Nacional dos Governadores afirmou que onze medicamentos, de analgésicos a bloqueadores neuromusculares, poderiam faltar em até dez dias no País, sendo 18 Estados já relatavam a escassez dos produtos.

O R7 entrou em contato com a assessoria do ministério da Saúde, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. 

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