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Imigrantes sem documentos terão funções oficiais na convenção democrata dos EUA

Brasil|Do R7

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Por Luciana Lopez

NOVA YORK (Reuters) - O Partido Democrata dos Estados Unidos selecionou imigrantes sem documentos para trabalhar na convenção nacional da legenda da semana que vem, na tentativa de enfatizar a enorme diferença entre Hillary Clinton e seu rival republicano na corrida pela Casa Branca, Donald Trump, na abordagem da imigração.

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Hillary espera atrair os eleitores latinos às urnas no dia 8 de novembro para fortalecer suas chances contra Trump, que em sua campanha tem prometido reprimir a imigração ilegal construindo um muro na fronteira dos EUA com o México e deportando milhões de estrangeiros em situação irregular se for eleito.

"Nossa nação é uma nação de imigrantes que acredita na inclusão, e é exatamente para isso que iremos continuar a trabalhar", disse Leah Daughtry, executiva-chefe do comitê organizador da convenção na Filadélfia entre os dias 25 e 28 de julho.

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"As vozes dos corajosos jovens sem documentos de nossa nação será ouvida em alto e bom som", acrescentou.

Entre os escolhidos estão dois membros dos comitês de credenciais e de plataformas políticas da convenção, assim como vários oradores. As funções não são remuneradas, disseram autoridades.

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A campanha de Trump, que vem argumentando que a imigração descontrolada prejudica os trabalhadores norte-americanos e mina a segurança nacional, criticou a medida.

"Aparentemente, falar na convenção de Hillary Clinton é só mais um emprego que Hillary Clinton acredita que os norte-americanos não aceitam", afirmou um assessor da campanha do republicano em um comunicado por e-mail. "Ela deveria ter convidado norte-americanos desempregados ao invés disso, ou vítimas de crime, ou agentes da lei".

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As seleções são legais por causa de um "programa de ação deferida" adotado pelo governo do presidente dos EUA, Barack Obama, que adia as deportações e oferece vistos de trabalho para alguns imigrantes levados ao país ainda crianças. No mês passado a Suprema Corte bloqueou os esforços para ampliar estas proteções.

As indicações marcam a primeira vez em que a convenção de um grande partido dos EUA conta com tantos funcionários ilegais em suas fileiras. Embora tenha havido um orador sem documentos na convenção democrata de 2012, anteriormente a legenda não verificava a situação legal dos membros de seus comitês.

"Muda toda a conversa quando você tem alguém afetado diretamente na mesa", disse Cesar Vargas, imigrante mexicano escolhido para integrar o comitê de plataformas políticas do partido.

Hillary já conta com o apoio majoritário das minorias – cerca de 70 por cento a apóiam, segundo uma pesquisa de opinião Reuters/Ipsos.

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