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Índice de atividade econômica do BC sobe em fevereiro, mas analistas veem queda no tri

Brasil|Do R7

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Por Camila Moreira e Marcela Ayres

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira avançou 0,36 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, segundo índice do Banco Central divulgado nesta quarta-feira, em resultado melhor que o esperado, mas que não indica um horizonte melhor para o crescimento do país daqui para frente, na visão de economistas.

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O número de fevereiro do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC --considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- representou a alta mais forte do indicador desde julho do ano passado, na sequência de um recuo de 0,11 por cento registrado em janeiro na comparação mensal, com dados dessazonalizados.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,20 por cento para o IBC-Br em fevereiro, de acordo com a mediana das projeções de analistas consultados pela Reuters.

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Apesar do índice ter vindo acima das expectativas, analistas apontaram que as projeções para o desempenho da economia no primeiro trimestre do ano continuam sendo de queda.

Segundo o economista da Tendências Rafael Bacciotti, o resultado da atividade econômica medida pelo BC em fevereiro pode ter embutido alguma questão de ajuste sazonal.

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"Essa alta na margem de fato não reverte uma tendência de enfraquecimento, refletindo tanto a própria dinâmica de produção, que continua numa tendência de queda, quanto a própria dinâmica do varejo", disse.

Um economista-chefe que pediu para não ser identificado disse à Reuters que o resultado "foi ponto melhor que o esperado de um indicador que o mercado não consegue aproximar tão bem assim", sem força para mudar um cenário que segue apontando para queda da atividade econômica no primeiro trimestre.

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No ano o IBC-Br acumula queda de 1,10 por cento. Na comparação com fevereiro de 2014, o índice caiu 0,86 por cento, e em 12 meses recuou 0,60 por cento.

"Eu sinceramente fiquei na dúvida do que aconteceu", avaliou o estrategista da Icap Corretora Juliano Ferreira sobre o desempenho positivo do índice ante janeiro. Ele lembrou que o detalhamento de cálculo do IBC-Br não é aberto, o que torna mais difícil a tarefa de identificar a causa exata da variação.

"Todas as variáveis do meu modelo apontavam para baixo", completou ele, citando especificamente dados da indústria e do varejo para o mês.

Em fevereiro, a produção industrial mostrou perda generalizada entre as categorias e recuou 0,9 por cento, anulando o ganho visto em janeiro.

Já o varejo, outrora destaque da economia, contrariou as expectativas em fevereiro com queda de 0,1 por cento sobre o mês anterior, registrando na comparação anual o maior declínio em mais de uma década, de 3,1 por cento.

Na visão do vice-presidente do Conselho Federal de Economia, Júlio Miragaya, é preciso ter moderação na leitura do índice mensal para "não tomar qualquer sintoma positivo como tendência de que a coisa vai tomar rumo".

"É dado positivo, mas que não nos permite afirmar que estamos numa trajetória de recuperação da economia", disse ele, que também mantém perspectiva de queda para a atividade econômica no primeiro trimestre do ano.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.

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