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Joesley e Saud pedem suspensão de multa por acordo de delação

Advogados alegam que eles não podem apresentar novas provas em 120 dias 

Brasil|Da Agência Brasil

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Defesa do empresário recorreu ao Supremo
Defesa do empresário recorreu ao Supremo

As defesas dos empresários Joesley Batista e do ex-executivo Ricardo Saud pediram ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão das cláusulas do acordo de delação premiada que determinaram prazo para apresentarem novas provas e o pagamento de multa pelos crimes confessados.

De acordo com os advogados, Batista e Saud não podem apresentar novas provas em 120 dias e fazer o pagamento em função da decretação da prisão preventiva pelo ministro Edson Fachin, relator do caso. Conforme o acordo, Joesley deve pagar R$ 110 milhões e Saud, R$ 2 milhões a partir de novembro. Ao receber o pedido, Fachin pediu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido.


Em setembro, a prisão por tempo indeterminado dos acusados foi requerida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele a Joesley e Saud. O procurador concluiu que eles omitiram informações da PGR durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.

A defesa sustenta que os acusados jamais cooptaram o ex-procurador da República Marcello Miller para atuar a favor da J&F e que não omitiram informações da PGR.

Miller é acusado de atuar em favor do grupo JBS durante o período em que trabalhou no MOF (Ministério Público Federal). Segundo sua defesa, ele nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa.

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