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José Dirceu é alvo de nova denúncia na Lava Jato

Apesar da nova denúncia, o ex-ministro pode ser solto pelo STF nesta terça

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Dirceu é alvo de nova denúncia na Lava Jato
Dirceu é alvo de nova denúncia na Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu, na manhã desta terça-feira (2), uma nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu na Operação Lava Jato. De acordo com a força-tarefa da operação, Dirceu recebeu propina antes, durante e mesmo após o julgamento do Mensalão, pelo qual foi condenado e cumpriu pena. Esta denúncia específica se refere a 33 crimes de lavagem de mais de R$ 2,4 milhões, praticados entre abril de 2011 e outubro de 2014. O montante teria sido recebido pelo ex-ministro das empreiteiras UTC e Engevix de contratos desviados da Petrobras.

Apesar da nova denúncia não há novo pedido de prisão contra José Dirceu. Também nesta terça, a segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma o julgamento de um pedido de liberdade impetrado pela defesa do ex-ministro, preso em Curitiba (PR) desde agosto de 2015. 

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Foram denunciados ainda nesta terça pelo MPF o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; o ex-executivo da Engevix Gerson de Melo Almada, e o ex-executivo da UTC Walmir Pinheiro Santana.

Prisão e Habeas Corpus 

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Dirceu teve a prisão preventiva decretada em agosto de 2015 e já foi condenado duas vezes pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a operação Lava Jato na primeira instância.O ex-ministro foi preso pela Lava Jato quando ainda cumpria prisão domiciliar em Brasília pelo Mensalão. No ano passado, a pena pelos crimes do Mensalão foi extinta. 

José Dirceu: preso, mas com 'vida produtiva e criativa'

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Na semana passada, a Segunda Turma do STF soltou dois presos da Lava Jato, apesar do voto contrário do relator do caso na Corte, ministro Edson Fachin. O pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu tiveram as prisões preventivas revogadas.

Integram a Segunda Turma Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Em fevereiro, Gilmar disse que o STF tinha "encontro marcado com as alongadas prisões de Curitiba", em referência às decisões de Moro.

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Fachin negou seguimento ao habeas corpus apresentado pela defesa do petista no início do ano. Ele considerou que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região não analisou a decisão que manteve a prisão de Dirceu após condenação em primeiro grau e o STF cometeria "indevida supressão de instância" se julgasse o pedido de liberdade. A defesa de Dirceu recorreu e a Segunda Turma do STF decidiu pela análise do habeas corpus.

Divergência

O julgamento sobre as prisões da Lava Jato pode levar ao STF debate sobre o cabimento de pedidos de liberdade feitos por presos preventivos que, na cadeia, forem condenados em primeira instância.

Na Primeira Turma, o entendimento é de que um habeas corpus contra prisão preventiva não deve seguir após a condenação em primeira instância. A Segunda Turma entendeu de forma diferente semana passada.

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