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José Dirceu e empreiteira negam irregularidades em contratos

De acordo com ambos, acusações da Operação Lava Jato são infundadas

Brasil|Do R7

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Empresa do ex-ministro José Dirceu é uma das acusadas
Empresa do ex-ministro José Dirceu é uma das acusadas

Tanto a Galvão Engenharia quanto a JD Assessoria e Consultoria negam ter praticado irregularidades e contestam as acusações da Operação Lava Jato. Em nota enviada à reportagem, a empresa do ex-ministro José Dirceu "refuta a tentativa do Ministério Público Federal de associar os serviços prestados à Galvão Engenharia a contrato da construtora com a Petrobras".

A JD alega que o contrato assinado com a Galvão em 25 de junho de 2009 previa remuneração mensal de R$ 25 mil pelo prazo de 12 meses, mas tinha uma previsão de renovação automática. De acordo com a cláusula reproduzida pela nota, "o presente contrato entrará em vigor na data de sua assinatura pelas partes e permanecerá válido pelo prazo de 12 (doze) meses podendo ser renovado automaticamente entre as partes caso não, haja manifestação em contrário em até 30 (trinta) antes de seu término".

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— Não há, portanto, qualquer fundamento na suspeita apontada pelo MPF de que o contrato daria lastro a apenas 12 notas emitidas no montante de R$ 300 mil.

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Segundo a empresa do ex-ministro, ela prestou serviços entre junho de 2009 e novembro de 2011 para prospecção de negócios no exterior, "em especial no mercado peruano". A JD diz ter faturado nesse período R$ 750 mil e que, durante a vigência do contrato, Dirceu fez viagens a trabalho ao Peru e reuniões com executivos da empreiteira.

A Galvão Engenharia, conforme vídeo institucional da empresa, abriu escritório em 2009 no Peru e começou a atuar em agosto de 2010 em projetos de irrigação, saneamento e transportes. A assessoria de imprensa da empreiteira informou que foram "contratados, prestados e pagos serviços de consultoria voltados para a expansão internacional da empresa". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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