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Jucá tira termo "superávit" de projeto sobre resultado fiscal e rejeita emendas

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - Parecer apresentado nesta terça-feira à Comissão Mista de Orçamento (CMO) recomenda a aprovação de projeto do governo que amplia os descontos para o cálculo da meta fiscal, mas altera o texto para fala em "meta de resultado", em vez de “meta de superávit”.

O relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), manteve praticamente inalterado o texto inicial editado pelo Executivo e rejeitou todas as 80 emendas apresentados por deputados e senadores ao projeto.

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O texto permite que o governo possa abater do resultado fiscal todos os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as desonerações tributárias. O projeto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano para possibilitar essa mudança.

De acordo com Jucá, foram feitas apenas correções de “ordem redacional” para aperfeiçoar o projeto. No lugar do texto onde estava escrito “meta de superávit”, Jucá trocou por “meta de resultado”.

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“Na verdade ninguém sabe se vai ter superávit ou déficit, nós vamos ainda apurar ao final do exercício. Então para ser tecnicamente mais preciso eu fiz esse pequeno ajuste”, disse o relator a jornalistas.

O relatório foi protocolado na comissão, mas ainda não foi lido no plenário da CMO, o que deve ocorrer no fim da tarde desta terça. A leitura é um exigência regimental para a votação do texto.

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Calendário especial divulgado pelo senador prevê que a CMO vote o projeto a partir da quarta-feira. Mas nada impede, segundo Jucá, que algum dos integrantes da comissão peça vistas e adie sua votação por mais alguns dias. Também existe a possibilidade, menos provável, de adiantamento da votação ainda para esta terça, de acordo com o relator.

Concluída a tramitação na comissão, a proposta ainda precisa ser votada por deputados e senadores em uma sessão conjunta do Congresso Nacional, cuja pauta está trancada por vetos, que têm prioridade de votação.

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A oposição já anunciou, após reunião na manhã desta terça-feira, que pretende obstruir os trabalhos na comissão.

A meta de superávit primário do setor público estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é de 167,4 bilhões de reais, ou cerca de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Mas com os descontos já permitidos, o governo estava perseguindo uma meta de 99 bilhões de reais neste ano, equivalente a 1,9 por cento do PIB.

Se aprovado, na prática, o projeto desobriga o Executivo de realizar um superávit, já que de janeiro a setembro os gastos com o PAC somam 47,2 bilhões de reais e as desonerações chegam a 75,7 bilhões de reais, segundo dados do Tesouro. E esse montante total de 123 bilhões de reais deve subir até o fim do ano.

De janeiro a setembro, o resultado primário do setor público consolidado --governo central, Estados, municípios e estatais-- ficou negativo em 15,3 bilhões de reais, o primeiro na série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. [nL2N0T126J]

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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