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Lama de barragens que romperam em Minas aumenta riscos para a saúde

Brasil|Do R7

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Por Stephen Eisenhammer e Marta Nogueira

BENTO RODRIGUES, Minas Gerais (Reuters) - A lama e o lixo trazidos pelo rompimento de barragens de uma mina de minério de ferro cortaram o abastecimento de água e elevaram as preocupações ambientais e com a saúde em cidade a mais de 300 quilômetros do local da tragédia nesta segunda-feira, em meio aos esforços de busca na vila que foi devastada pela lama.

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Um dos piores desastres da história da mineração brasileira deixou 25 pessoas desaparecidas. Autoridades já confirmaram duas mortes desde o desastre na última quinta-feira e trabalham para identificar outros dois corpos resgatados no domingo.

Bombeiros exaustos vasculhavam a lama em meio aos destroços do distrito de Bento Rodrigues, uma vila de 600 pessoas que foi a área mais atingida pelo rompimento das barragens.

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A enxurrada chegou a cidades localizadas a até 100 quilômetros de distância depois do rompimento de duas barragens de contenção de rejeitos da mineração. Quatro dias depois, a lama e os rejeitos ainda correm pelas áreas bastante povoadas das margens do Rio Doce.

A cidade de Governador Valadares, com 280 mil habitantes, cortou o fornecimento municipal de água há 24 horas e continuará a testar a qualidade da água até que a lama passe pela cidade, disseram autoridades.

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Autoridades de saúde do Estado de Minas Gerais estão analisando a salubridade das águas e alertaram moradores que entraram em contato com a lama que joguem fora suas roupas. Biólogos alertam que o impacto ambiental pode ser permanente, devastando a agricultura e a pesca da região.

A tragédia mobilizou autoridades governamentais, ambientalistas e moradores irritados a pedirem uma regulação mais firme da poderosa indústria mineradora.

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Moradores e autoridades também criticaram o que viram como falhas na comunicação da operadora da mina, a Samarco, uma joint venture da BHP Billiton, a maior mineradora do mundo, com a brasileira Vale.

A Samarco afirma estar dedicada a diminuir os impactos humano e ambiental do desastre, pagando pelas acomodações e pela realocação dos moradores afetados.

Mas as famílias reclamam que a empresa deu poucas respostas sobre quanto tempo os desalojados ficarão fora de suas casas ou se a companhia vai eventualmente consertar as moradias danificadas.

A esperança está acabando para Marcelo José Felício, um funcionário terceirizado da mineradora e que tem uma tatuagem da mãe, que desapareceu em Bento Rodrigues, quando a vila foi tomada pela lama.

"Ninguém diz nada", disse ele. Não sei se ela está viva. Não sei nem se ela está na lista de desaparecidos. Distribuí fotos caso alguém a encontre."

No domingo, a BHP disse que Andrew Mackenzie, presidente-executivo da mineradora, está voando para o Brasil para avaliar a situação. Em comunicado, a empresa disse que está fornecendo à Samarco "toda a assistência necessária".

A Vale encaminhou todos os pedidos por comentários sobre o acidente para a Samarco.

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