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Lava Jato condena Renato Duque e ex-secretário do PT por corrupção

Decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba absolveu Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e José Paulo Santos Reis

Brasil|Do R7

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Renato Duque é ex-diretor de serviços da Petrobras
Renato Duque é ex-diretor de serviços da Petrobras

A 13ª Vara Federal de Curitiba aceitou nesta segunda-feira (27) as denúncias apresentadas Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, e outros dois réus da Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção. Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, foi absolvido.

Além de Duque, condenado por corrupção passiva, o sócioadministrador da empresa GDK, César Roberto Santos Oliveira, e Sílvio José Pereira, ex-secretário-geral do PT, foram considerados culpados pelo juiz Luiz Antônio Bonat pelos crimes de corrupção ativa.

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Foram absolvidos da prática de todos os delitos imputados na denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) José Adelmário Pinheiro Filho, ex-presidente da construtora OAS e José Paulo Santos Reis.

Leia mais: Lava Jato devolve R$ 75 milhões para Petrobras, Petros e Caixa

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A pena fixada para Renato Duque é de quatro anos e cinco meses de reclusão e noventa e sete dias-multa. "Face à capacidade econômica e carreira profissional de Renato de Souza Duque, o qual desempenhou o cargo de Diretor de Serviços da Petrobras, com remuneração expressiva, fixo o diamulta em 05 (cinco) salários mínimos ao tempo do fato delitivo", determinou Bonat.

Para Pereira, a pena estabelecida é de quatro anos e cinco meses de reclusão e noventa e sete dias-multa. Oliveira, por sua vez, fica submetido ao pagamento de uma multa no valor de cinco salários mínimos referente ao tempo dos crimes.

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Investigação

A denúncia em questão foi apresentada pela Lava Jato em novembro de 2016. De acordo com a acusação, os administradores da GDK ofereceram e pagaram um veículo Land Rover para Silvio Pereira em troca de favorecimento da empresa na licitação do módulo 1 da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, localiza em Linhares, no Espírito Santo.

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Segundo a denúncia, o ex-secretário geral do PT gerenciava com o ex-ministro José Dirceu um sistema de escolha de apadrinhados políticos da legenda para cargos de livre indicação no governo federal.

Entre os cargos escolhidos estava o do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, que mantinha proximidade com o PT e que, juntamente com o ex-gerente Pedro Barusco aceitou vantagens indevidas dos empresários para fraudar as licitações da estatal para enriquecimento pessoal e dos integrantes do partido político.

Conforme as provas levantadas pela investigação e informações repassadas pelo colaborador Milton Pascowitch, Duque fraudou a licitação de Cacimbas em favor da empresa GDK, que acabou vencedora do certame. Em troca, a empresa se comprometeu a pagar 1,5% do futuro contrato, no valor de quase R$ 470 milhões, equivalente a R$ 7 milhões.

Em novembro de 2004, uma semana antes do início da concorrência, foi transferido a Silvio Pereira um veículo Land Rover adquirido pela GDK, no valor de R$ 74 mil. Posteriormente, diante da revelação pública do recebimento do veículo, o recurso de uma das empresas que disputava o certame da obra foi alterado, sagrando-se vencedora a Engevix, também por intermédio de pagamento de propina.

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