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Lavagem de dinheiro na Petrobras continuou após início da Lava Jato, diz PF

Polícia identificou que existia uma hierarquia de corrupção entre os diretores da estatal

Brasil|Do R7

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Zelada foi preso no Rio de Janeiro e já segue para Curitiba
Zelada foi preso no Rio de Janeiro e já segue para Curitiba

A PF (Polícia Federal) afirmou que existiu uma continuidade de lavagem de dinheiro dentro da Petrobras mesmo depois do início da Operação Lava Jato. Na manhã desta quinta-feira (2) a 15ª fase da operação resultou na prisão do ex-diretor de Internacional da Petrobras Jorge Zelada. Isso significou, segundo a polícia, uma ocultação de valores.

Ele foi preso no Rio de Janeiro e já segue para Curitiba, onde deve chegar por volta das 14h. As provas que faltavam para prender o ex-diretor mostraram que ele fez movimentações para o exterior posterior ao início das investigações. As movimentações foram feitas da Suíça para Mônaco e para a China no ano de 2014.


A PF também investiga, agora, novas espécies de crimes depois do começo da operação. Por enquanto, está encerrada a analise das principais diretorias da Petrobras. Porém, nada impede que ela seja retomada, caso apareçam novas informações sobre crimes.

Agora, a polícia está investigando outros tipos de crimes que estão ainda acontecendo dentro da Petrobras. Muitas vezes, a própria estatal ajuda com evidências. Em outros momentos, os contratos indicam as irregularidades.


A polícia também garantiu que, pelo o que foi visto até agora, os crimes investigados não tiveram nenhuma relação político partidária.

Zelada


A PF afirma que, para o ex-diretor, era fácil camuflar o dinheiro ilícito. Como ele recebia um salário de cerca de R$ 100 mil por mês, ele podia “ostentar” sem se preocupar em ser descoberto.

Com esse salário significativo, ele podia ocultar as práticas ilegais. Porém, a polícia diz não ter dúvidas de que muito do dinheiro encontrado tem como origem a corrupção. Esse valor veio por meio de pagamentos feitos por parte de pessoas que eram operadoras do mercado paralelo.


A participação de Zelada era semelhante à que se institucionalizou na empresa: uma divisão de propina pela simples celebração de negócio. Existem, segundo a PF, fortes indicativos de que ele recebeu valores pela celebração de contratos de contratação de sondas.

A polícia também identificou uma hierarquia entre os diretores. O primeiro era Pedro Barusco, o segundo era Renato Duque e, só então, era Zelada.

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