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Lei de Mediação vai desafogar a Justiça, diz secretário de Reforma do Judiciário

Nova medida também proporcionará mais rapidez e custos menores ao Judiciário

Brasil|Da Agência Brasil

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A Lei de Mediação (Lei 13.140/2015), sancionada pela pela presidenta Dilma Rousseff, foi publicada na edição desta segunda-feira (29) do Diário Oficial da União. A medida começa a vigorar em seis meses e será um meio alternativo para soluções de conflitos sem a necessidade de ir à Justiça.

Para o secretário nacional de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, esse é um dos benefícios da lei que proporcionará também mais rapidez e custos menores ao Judiciário, além de desafogar os trabalhos.

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— Nós temos no país hoje 100 milhões de processos e nossos juízes conseguem dar vazão a 30% deles.

Caetano informou ainda que grande parte dos processos que tramitam na Justiça pertence à área estadual, representando cerca de 78% do total. Na avaliação do secretário, muitos deles poderiam ser solucionados com a mediação.

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Entre os desafios para os próximos seis meses, o secretário citou a implementação da lei. Ele explicou que, além do Judiciário, o Poder Público criará centrais de mediação e serão estabelecidos modelos para que a implementação seja correta.

— A lei buscou enfatizar e incentivar a mediação extrajudicial feita pelo Poder Público. Então o nosso trabalho aqui, no Ministério da Justiça, vai ser com cada uma dessas frentes para criar modelos que possam ser reproduzidas em série.

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Caetano disse ainda que a gratuidade da mediação é garantida pela lei em alguns casos.

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— Diz a nossa lei que o Tribunal de Justiça vai fixar a remuneração do mediador, mas deixa claro que sempre que houver Justiça gratuita, a mediação será gratuita.

Fora da Justiça, ressaltou, os custos serão pagos pelas partes.

Inicialmente a mediação será usada por órgãos ligados à Justiça. A ideia, de acordo com o secretário, é que cada comarca do país tenha uma central de mediação, podendo se estender depois para outras instituições. Para Caetano, é possível que universidades, escritórios, associações sejam usados para mediar conflitos.

— A ideia é que a gente dê a maior capilaridade possível para que o cidadão, quando tenha um problema, busque resolver fora da Justiça.

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