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Levy descarta reajustar agora a tabela do Imposto de Renda

Estudo de auditores fiscais indica uma defasagem acumulada de 64,28% desde 1996

Brasil|Da Agência Brasil

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Ministro da Fazenda disse que equipe econômica "não está vendo" a alíquota máxima, que atinge diretamente quem ganha mais
Ministro da Fazenda disse que equipe econômica "não está vendo" a alíquota máxima, que atinge diretamente quem ganha mais

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira (13), em café da manhã com jornalistas, que o governo não estuda, no momento, reajustar a tabela do Imposto de Renda.

A tabela do Imposto de Renda é constituída de alíquotas que são aplicadas ao contribuinte de acordo com a renda de cada um, durante a apresentação da Declaração de Renda anual. Os contribuintes de menor renda não são alcançados pela tributação.


Estudo do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) indica que a defasagem da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física acumulada desde 1996 chega a 64,28%.

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Segundo o estudo, em razão dos reajustes salariais, que acompanham a inflação, e também da defasagem da tabela, contribuintes passaram a ser mais tributados pelo fato de terem melhorado seus ganhos nas datas-base.

Levy evitou também dizer se haverá uma nova alíquota do Imposto de Renda para os contribuintes que ganham mais.


— A alíquota máxima a gente não está vendo.

O ministro ressaltou que, se for para “ficar pensando nessa questão”, seria preciso avaliar, por exemplo, a situação das pessoas que têm renda por meio de pequenas empresas e terminam não pagando impostos ou pagando alíquotas reduzidas.


O novo secretário da Receita, Jorge Rachid, também presente no café da manhã, disse que seu papel será o de contribuir com o ajuste fiscal e aumentar a arrecadação. Evitou falar em aumento de impostos. Ele também disse que procurará adotar práticas aduaneiras que permitam destravar o fluxo do comércio exterior.

O Secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, também respondeu a perguntas de jornalistas. Segundo ele, no que se refere ao Tesouro Nacional, o governo se empenhará em alcançar três metas: equilíbrio fiscal, ampliação da transparência e continuação da administração da dívida com responsabilidade.

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