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Levy e Barbosa tentam convencer parlamentares a aprovar a volta da CPMF em reunião fechada na Câmara

Deputados e senadores da Oposição prometem constranger ministros durante encontro

Brasil|Sandro Guidalli, do R7, em Brasília

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Seguranças na entrada da
sala da Comissão Mista de Orçamento na Câmara onde Levy e Barbosa falam aos deputados
Seguranças na entrada da sala da Comissão Mista de Orçamento na Câmara onde Levy e Barbosa falam aos deputados

Num clima adverso, os ministros da área econômica do governo, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), tentam nesta quinta-feira (17) convencer deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional a apoiar o pacote de medidas de ajuste fiscal que prevê corte de gastos mas, principalmente, o aumento da arrecadação por meio da volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

A reunião, que tem a presença de aproximadamente 60 parlamentares, ocorre de forma reservada, sem a presença da imprensa. A decisão da reserva teria sido fruto de acordo entre os ministros e a presidência da Comissão.


De acordo com o senador Paulo Rocha (PT-PA), os ministros vão apresentar detalhadamente as medidas anunciadas à imprensa na segunda-feira (14) em cerimônia no Palácio do Planalto. Para ele, esse detalhamento vai ajudar os parlamentares a entenderem

A principal delas, a CPMF, com alíquota de 0,20%, depende da aprovação do Parlamento mas enfrenta grandes resistências não apenas entre opositores mas no meio da base de partidos aliados ao governo.


Segundo o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), os ministros precisam explicar porque o ajuste está fundamentado na cobrança de novos impostos e não no corte de gastos e na diminuição da máquina pública.

Na segunda-feira Levy e Barbosa anunciaram medidas para que o governo obtenha R$ 64,9 bilhões para fechar as contas e alcançar um superávit primário de R$ 34 bilhões. O principal problema para o governo está em convencer deputados e senadores a aprovarem a volta da CPMF com a qual ele espera obter R$ 32 bilhões.


O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a queda na arrecadação nos estados e municípios forçará o governo e seus interlocutores a achar uma solução para a crise. O deputado teme que haja atrasos no pagamento de salários dos servidores nos estados da Federação em setembro, o que ampliaria a sensação de descontrole das contas públicas.

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