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Líder do Estado Islâmico pede ataques contra Arábia Saudita em discurso

Brasil|Do R7

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BEIRUTE (Reuters) - O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, convocou ataques contra os governantes da Arábia Saudita em um discurso supostamente feito em seu nome nesta quinta-feira, dizendo que seu autodeclarado califado está se expandindo em terras sauditas e em quatro outros países árabes.

Baghdadi também declarou que a campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra seu grupo na Síria e no Iraque está fracassando e pediu “vulcões de jihad (guerra santa)” pelo mundo afora.

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A Reuters não pôde confirmar de maneira independente a autenticidade do discurso – uma gravação de áudio divulgada nas mídias sociais do Estado Islâmico. A voz se parece com a de um discurso anterior feito por Baghdadi em julho em uma mesquita na cidade iraquiana de Mosul, a última vez que ele falou em público.

Sua divulgação sucedeu relatos contraditórios vindos do Iraque depois de ataques aéreos dos EUA na sexta-feira passada questionando se ele teria sido ferido em uma das incursões. Na terça-feira, os Estados Unidos declararam que não poderiam confirmar se ele foi morto ou ferido no Iraque depois de um ataque perto da cidade de Falluja.

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Baghdadi exortou seus apoiadores na Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, a combaterem os governantes da monarquia, que se uniu à coalizão encabeçada pelos EUA nos ataques aéreos cada vez mais frequentes contra o Estado Islâmico na Síria.

“Ó filhos de al-Haramayn… a cabeça da serpente e a fortaleza da doença estão lá… tirem suas espadas e digam adeus à vida, porque não deve haver segurança para Saloul”, discursou Baghdadi, usando um termo depreciativo para se referir à liderança saudita.

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Haramayn é uma referência aos dois locais mais sagrados para o islamismo – ambos na Arábia Saudita.

Desde que o Estado Islâmico lançou uma ofensiva no Iraque em junho, a Arábia Saudita enviou milhares de soldados para a fronteira. No mesmo mês, o rei Abdullah prometeu adotar “todas as medidas” para proteger a Arábia Saudita do grupo sunita extremista, que classificou como uma organização terrorista.

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O discurso não tem data, mas continha uma menção a um anúncio de 7 de novembro no qual o presidente norte-americano, Barack Obama, aprovou o envio de 1.500 soldados adicionais para o Iraque.

Baghdadi disse ter aceitado juramentos de aliança de apoiadores da Líbia, do Egito, do Iêmen, da Arábia Saudita e da Argélia.

“Anunciamos a vocês a expansão do Estado Islâmico a novos países, os países do Haramayn, Iêmen, Egito, Líbia, Argélia”, afirmou ele no discurso, no qual falou longamente sobre a expansão do grupo.

Embora apoiadores de países como Líbano, Paquistão e Afeganistão tenham jurado sua aliança à facção sunita radical, Baghdadi só destacou os cinco Estados mencionados, escolhendo nações onde seus simpatizantes têm uma base robusta e podem realizar atentados.

Entretanto, ele acrescentou: “Ó soldados do Estado Islâmico… façam vulcões de jihad entrarem em erupção em toda parte. Ponham fogo no mundo contra todos os ditadores”.

Referindo-se à campanha militar liderada pelos EUA contra seu grupo, ele disse: “Apesar de esta cruzada ser a mais feroz e severa de todas, é o maior fracasso”.

“Vemos a América (os EUA) e seus aliados cambaleantes de medo, fraqueza, impotência e fracasso”. O discurso foi transcrito em árabe e traduzido para o inglês.

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