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Líder do governo compara Senado à 'Alemanha nazista'

Delcídio Amaral avalia que partidos têm de chegar a entendimento

Brasil|Do R7

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Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)
Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)

O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou nesta sexta-feira ao jornal O Estado de S. Paulo que o ambiente de votações na Casa, após sucessivas derrotas em casos de grande impacto para as contas públicas - lembra a "Alemanha nazista".

Na quarta-feira, logo após o governo perder na votação da medida provisória que indexa a política de valorização do salário mínimo à Previdência Social, Delcídio fez um desabafo ainda no plenário. O petista comparou as votações do Senado nas últimas semanas a um "corredor polonês" e alertou os colegas para decisões "altamente temerárias" que estariam sendo tomadas pela Casa. Ontem, Amaral foi além.

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— É um corredor polonês e digo ainda mais: o ambiente aqui no Senado me lembra a Alemanha nazista de 1933, quando Hitler botava os 'bate-paus' para constranger todo mundo. Os caras que divergiam dele, tinha que constranger. É o que estava acontecendo. Isso aqui virou um mercado persa. É uma vergonha.

Delcídio disse que o embate político está num limite tal que, se os envolvidos não chegarem a um entendimento mínimo, a postura vai prejudicar o Brasil.

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— Nós não podemos, em função dessas disputas, colocá-las na frente daquilo que é importante para o País.

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Parlamentares da base avaliam reservadamente que há uma tentativa de partidos aliados e da oposição de desgastar Dilma de forma calculada. Um exemplo disso foi o fato de o Senado ter reescrito na medida provisória a emenda que indexa o reajuste dos benefícios da Previdência ao salário mínimo, para permitir que a presidente vete apenas esse trecho e possa manter a política de valorização do mínimo.

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Em outra jogada ensaiada, os parlamentares até impõem uma derrota ao governo, mas, posteriormente, não rejeitam derrubar eventuais vetos de Dilma por terem consciência do impacto bilionário. Um terceiro caminho é quando, por orientação do governo, o Congresso nem sequer se reúne para analisar os vetos. Desde 11 de março não há votação de vetos - na quarta-feira, após ação do Planalto, não houve quórum para abrir a reunião.

Delcídio disse que há um "jogo muito forte para a torcida" tanto da base quanto da oposição. "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço", definiu. 

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