Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Líder do PSC diz que sessão da CDHM pode ser aberta se manifestantes não fizerem “tumulto”

Segundo André Moura, a questão será discutida na reunião de líderes nesta terça-feira 

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

  • Google News

O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), declarou, nesta terça-feira (9), que a decisão de abrir ao público a sessão da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) vai depender do comportamento dos manifestantes.

Segundo o líder, se os integrantes dos movimentos sociais permitirem que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) presida a sessão, eles poderão entrar no plenário.


No entanto, André Moura não deixou claro como será o procedimento e disse que a questão não está definida. Segundo ele, o assunto será discutido na reunião entre os líderes partidários e Feliciano, marcada para esta manhã.

— Se os líderes se entenderem com os deputados que comandam esses manifestantes, se eles assumirem esse compromisso que vão fazer uma reunião pacífica e ordeira, não haverá problema nenhum.


Promovido à celebridade, Marco Feliciano pode virar o jogo e seduzir eleitores de olho em 2014

Leia mais notícias de Brasil


Entenda por que Comissão de Direitos Humanos da Câmara se tornou centro das atenções no Congresso

Ainda de acordo com André Moura, o deputado Feliciano deixou claro para a bancada que a intenção é que as sessões sejam abertas. No entanto, se os manifestantes não permitirem que ele possa presidir, ele proíbe a entrada do público.


Feliciano confirmou a informação em declaração à Agência Brasil.

— Se não houver confusão, abro para todo mundo. O meu problema é apenas a confusão. Mas o pessoal só quer confusão, aí fica difícil.

Fechamento

Na quarta-feira (3) da semana passada, a sessão foi fechada para o público e Feliciano apresentou aos integrantes da CDHM a proposta de realizar as sessões “abertas, porém restritas” somente a deputados, assessores de parlamentares e jornalistas.

O deputado alegou que sem os manifestantes ele conseguiu conduzir os trabalhos e, na ocasião, ficou definido que o público estaria proibido de entrar no plenário durante as sessões.

Depois da pressão de movimentos sociais, da presidência da Câmara e até de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marco Feliciano pode voltar atrás na decisão.

Polêmica

O deputado está sendo alvo de críticas e protestos desde que assumiu a presidência da CDHM. Isso porque ele é acusado de dar declarações racistas e homofóbicas em redes sociais.

Integrantes de grupos de minorias pedem que ele renuncie ao cargo e alegam que o deputado não os representa.

Além disso, Feliciano é acusado de estelionato, por ter recebido R$ 13 mil para realizar dois cultos religiosos sem, no entanto, comparecer aos eventos.

Por ter foro privilegiado, o processo contra o deputado está no STF (Supremo Tribunal Federal). Na semana passada, ele prestou depoimento na Corte para apresentar sua defesa.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.