Líder do PSC diz que sessão da CDHM pode ser aberta se manifestantes não fizerem “tumulto”
Segundo André Moura, a questão será discutida na reunião de líderes nesta terça-feira
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília
O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), declarou, nesta terça-feira (9), que a decisão de abrir ao público a sessão da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) vai depender do comportamento dos manifestantes.
Segundo o líder, se os integrantes dos movimentos sociais permitirem que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) presida a sessão, eles poderão entrar no plenário.
No entanto, André Moura não deixou claro como será o procedimento e disse que a questão não está definida. Segundo ele, o assunto será discutido na reunião entre os líderes partidários e Feliciano, marcada para esta manhã.
— Se os líderes se entenderem com os deputados que comandam esses manifestantes, se eles assumirem esse compromisso que vão fazer uma reunião pacífica e ordeira, não haverá problema nenhum.
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Ainda de acordo com André Moura, o deputado Feliciano deixou claro para a bancada que a intenção é que as sessões sejam abertas. No entanto, se os manifestantes não permitirem que ele possa presidir, ele proíbe a entrada do público.
Feliciano confirmou a informação em declaração à Agência Brasil.
— Se não houver confusão, abro para todo mundo. O meu problema é apenas a confusão. Mas o pessoal só quer confusão, aí fica difícil.
Fechamento
Na quarta-feira (3) da semana passada, a sessão foi fechada para o público e Feliciano apresentou aos integrantes da CDHM a proposta de realizar as sessões “abertas, porém restritas” somente a deputados, assessores de parlamentares e jornalistas.
O deputado alegou que sem os manifestantes ele conseguiu conduzir os trabalhos e, na ocasião, ficou definido que o público estaria proibido de entrar no plenário durante as sessões.
Depois da pressão de movimentos sociais, da presidência da Câmara e até de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marco Feliciano pode voltar atrás na decisão.
Polêmica
O deputado está sendo alvo de críticas e protestos desde que assumiu a presidência da CDHM. Isso porque ele é acusado de dar declarações racistas e homofóbicas em redes sociais.
Integrantes de grupos de minorias pedem que ele renuncie ao cargo e alegam que o deputado não os representa.
Além disso, Feliciano é acusado de estelionato, por ter recebido R$ 13 mil para realizar dois cultos religiosos sem, no entanto, comparecer aos eventos.
Por ter foro privilegiado, o processo contra o deputado está no STF (Supremo Tribunal Federal). Na semana passada, ele prestou depoimento na Corte para apresentar sua defesa.















