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Liderança da OMS admite falhas em lidar com Ebola e promete reforma

Brasil|Do R7

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Por Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu sérias falhas na forma como lidou com a crise do Ebola e se comprometeu com reformas para permitir melhorias no futuro, disse a liderança da entidade em um comunicado visto pela Reuters no domingo.

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“Aprendemos lições de humildade. Temos visto que doenças antigas em contextos novos consistentemente trazem novas surpresas”, disse o comunicado, atribuído à diretora-geral da OMS, Marcharet Chan, ao vice-diretor-geral e a diretores regionais.

“Nós levamos em consideração as críticas à Organização de que a reposta inicial da OMS foi lenta e insuficiente, e de que não estávamos agressivamente alertando o mundo… nós não trabalhamos efetivamente em coordenação com outros parceiros, houve falhas na comunicação de riscos e confusão na atribuição de papéis e responsabilidades”, disse a nota.

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O comunicado listou oito lições aprendidas com a crise, incluindo áreas nas quais a resposta da OMS sobre o Ebola poderia ter sido melhor, tais como comunicação e compartilhamento de informações. 

Alguns críticos disseram que sua relutância em declarar o surto da doença como uma emergência teve resultado direto em permitir que a epidemia se espalhasse, resultando na pior crise de Ebola já registrada, com mais de 25 mil casos e 10 mil mortes.

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O comunicado também relatou os planos da OMS para realizar reformas, para que a instituição esteja preparada para emergências semelhantes no futuro. 

“Nós podemos montar uma resposta altamente eficaz para surtos pequenos e médios, mas quando diante de uma emergência desta escala, nossos sitemas atuais - nacionais e internacionais - simplesmente não deram conta.”

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Em janeiro, os 34 países da comissão executiva da OMS adotaram uma resolução buscando grandes reformas na entidade de saúde pública da Organização das Nações Unidas.

As reformas planejadas incluem a criação de uma força reserva de emergência de 1.000 colaboradores, um fundo de contigência e uma força de rápida resposta, assim como uma estrutura de comando mais forte na OMS e regras internacionais de saúde que garantam que todos os países estejam dentro dos padrões de preparação para combate a doenças. 

O comunicado disse que os líderes da OMS também prometeram melhorar a comunicação e a transparência da organização, que tem sede em Genebra. 

A documento estava datado em 16 de abril, mas estava incerto quando seria publicado no site da OMS. Diferentemente de muitas notícia sobre o Ebola, não foi comunicado via email ou pelo canal do Twitter da organização. 

(Por Tom Miles)

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