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Luís Ricardo diz que Bolsonaro se comprometeu a levar caso à PF

Irmão do servidor da Saúde, deputado Luis Miranda, confirmou promessa do presidente. Miranda também levou suspeitas a Eduardo Pazuello

Brasil|Do R7

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O chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, depõe à CPI
O chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, depõe à CPI

Em depoimento à CPI da Covid, o chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, confirmou que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro ao lado de seu irmão, deputado Luis Miranda, para levar as suspeitas em relação ao contrato da Covaxin. Segudo Luis Ricardo, o presidente se comprometeu a acionar a Políderal Federal sobre o caso. "Ele disse que ia encaminhar à PF para investigar se havia algo ilícito na negociação", disse Luis Ricardo.

O deputado Luis Miranda confirmou o compromisso feito por Bolsonaro. "O presidente falou com clareza que ia encaminhar o caso para a DG (Diretoria Geral) da Polícia Federal", disse. Segundo Miranda, Bolsonaro teria mencionado que suspeitava de um deputado envolvido na denúncia. Miranda, contudo, disse não lembrar o nome do parlamentar citado pelo presidente.

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O parlamentar afirmou, ainda, que também falou sobre as suspeitas com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante uma viagem. No início deste mês, Miranda contou que tentou marcar um novo encontro com Bolsonaro, mas nunca obteve retorno.

Pressões atípicas

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Luís Ricardo relatou ao Ministério Público Federal e à imprensa ter recebido pressões para acelerar o processo de compra da Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech.

A negociação está sob suspeita em razão do valor unitário das vacinas, considerado elevado, em torno de R$ 80, e da participação de uma empresa intermediária, a Precisa Medicamentos. O contrato de R$ 1,6 bilhão é alvo de investigação no Ministério Público Federal.

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