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Lula critica imprensa e volta a se posicionar contra terceirização no Dia do Trabalho

Ex-presidente afirmou ser mais honesto que todos jornalistas de algumas revistas juntos

Brasil|Alexandre Garcia, do R7

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Lula se pronunciou durante ato da CUT, em São Paulo
Lula se pronunciou durante ato da CUT, em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu pronunciamento em evento da CUT (Central Única dos Trabalhadores), realizado neste sábado (1º), em São Paulo, para rebater a denúncia publicada contra ele na revista Época. O petista também fez comentários contra a aprovação da lei da terceirização.

Lula afirmou que o objetivo da cobertura das revistas com a cobertura da investigação Lava Jato é encontrar algo envolvendo seu nome. Ele disse saber que seria criticado, mas poupou duras criticas a algumas publicações.


— Peguem todos os jornalistas da Veja e da Época, enfiem um no meio do outro e não dá 10% da minha honestidade.

O ex-presidente ainda mencionou sua trajetória política como forma de defesa e disse não ter medo daqueles que tentam sujar sua imagem.


— Se alguém acha que eu cheguei até onde cheguei, que fez o que eu fiz e vou baixar minha crista por conta de insinuação, eu chamo para a briga.

Terceirização


Lula ainda também não deixou de citar o polêmico PL (Projeto de Lei) 4330, que já passou pela Câmara e aguarda para ser votado pelo Senado. O ex-presidente citou dados contrários à terceirização e lembrou que os empresários que conversaram com ele nunca quiseram o projeto da forma como ele foi aprovado.

— De repente, esse projeto virou prioridade na cabeça de alguns deputados e foi aprovado em tempo recorde.


O petista ainda mencionou que a OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece que a relação empresarial é aquele em que o trabalhador se beneficia do seu trabalho. Caso a terceirização das atividades-fim seja aprovada, Lula avalia que as empresas serão “só um balcão que passa responsabilidades e deixa o trabalhador ‘na mão’”.

— Na Alemanha, na França, na Espanha, a lei impõem relações claras entre os trabalhadores e as empresas. Lá, não existe terceirização desenfreada com a que eles querem fazer aqui.

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