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Maia: Parlamento é a Casa do diálogo e da garantia da democracia

Presidente da Câmara defendeu ainda a prerrogativa do Legislativo de discutir e modificar, se for o caso, as propostas encaminhadas pelo governo

Brasil|Do R7

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Maia tenta acalmar ânimos de setores do governo
Maia tenta acalmar ânimos de setores do governo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (20) que o Parlamento é a Casa do diálogo e a garantia da democracia e das instituições, em um momento em que o Congresso tenta se colocar como protagonista político diante da inabilidade do governo de Jair Bolsonaro em articular a aprovação de medidas no Legislativo.

Um dos fiadores da reforma da Previdência, Maia, assim como o chamado centrão e o Congresso, de uma maneira geral, vêm sinalizando ao governo que precisará dialogar com parlamentares se quiser ver suas medidas aprovadas.

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Ao receber do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Nacional, Felipe Santa Cruz, nesta segunda-feira, um estudo sobre pacote anticrime apresentado pelo governo, Maia afirmou que a atitude é uma "sinalização clara que o Parlamento brasileiro é a Casa do diálogo, a Casa da representação da sociedade, da garantia da nossa democracia, garantia das instituições".

Maia também aproveitou para tecer críticas ao que chamou de "radicalismos", que se sobrepoem ao diálogo.

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"Principalmente nas redes sociais, aonde quem está no extremo tem mais espaço para aparecer do que aquele que quer construir consensos, como é o natural em uma democracia."

O presidente da Câmara defendeu ainda a prerrogativa do Legislativo de discutir e modificar, se for o caso, as propostas encaminhadas à Casa.

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"Aqueles que entendem que aquilo que chega ao Parlamento não precisa ser debatido, muitas vezes até rejeitado, se a proposta não for boa, são aqueles que entendem que apenas uma parte da sociedade tem direito de participar dos debates e da construção das soluções para o nosso país."

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), já havia adiantado na sexta-feira que a Câmara irá assumir a dianteira das negociações sobre o tema e produzirá um novo texto a partir das emendas apresentadas e da proposta original.

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Maia tem articulado, apoiado pela maioria dos líderes da Câmara, uma atuação do Congresso mais descolada do governo, sem que a Casa deixe de fazer a sua parte.

O deputado também não perde a oportunidade de deixar clara sua posição favorável à reforma da Previdência e à agenda econômica do ministro Paulo Guedes.

Na sexta-feira, o presidente da Câmara disse que anunciará nesta semana ou na seguinte uma agenda "muito racional, muito objetiva" de reestruturação do Estado, em parceria com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e "sem ficar olhando para a internet".

Nesta segunda, no encontro com o presidente da OAB, afirmou que o Estado brasileiro vive uma crise "muito aguda" desde a Constituição de 1988, quando corporações privadas e públicas "foram capturando o Orçamento público federal".

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