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Maia reforça prioridade de agenda econômica e cassação de Cunha na Câmara

Presidente da Casa disse que eleições municipais deste ano não podem "paralisar o Congresso"

Brasil|Do R7

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Maia reconheceu dificuldade de quórum em meses que precedem a eleição municipal, mas que pretende fazer votações importantes
Maia reconheceu dificuldade de quórum em meses que precedem a eleição municipal, mas que pretende fazer votações importantes

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou em entrevista à Rádio Estadão nesta quinta-feira (21) que pretende agilizar a agenda econômica do governo do presidente em exercício, Michel Temer.

O deputado disse ainda que quer votar a cassação do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ainda em agosto, mas que para isso é necessário um "quórum qualificado".


Perguntado sobre a prioridade de seu mandato, Maia declarou que reconhece a dificuldade de quórum em meses que precedem a eleição municipal, mas que pretende fazer votações importantes da pauta econômica.

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O deputado disse que também planeja avançar até o final do ano com debates econômicos que devem ser encaminhados pelo governo, como a reforma da Previdência.

— Até as eleições, podemos ter votações sobre a governança dos fundos de pensão, a regulamentação do pré-sal e a renegociação da dívida dos Estados. A PEC do Teto dos Gastos ainda está na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça].


Nesta quarta-feira (20), ao manter a taxa de juros inalterada pela oitava vez consecutiva, o Banco Central destacou a permanência das incertezas em relação à aprovação no Congresso e implementação pelo governo dos "ajustes necessários" à economia.

Analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmaram que, ao dizer isso, a instituição pretende ver tramitada a principal medida do ajuste fiscal de Temer — a PEC dos gastos.


Além de atrapalhar o ajuste fiscal e, consequentemente, a queda dos juros, a ameaça de quórum baixo na Câmara em agosto e setembro também pode inviabilizar a cassação de Cunha, suspeito de ser um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.

À Rádio Estadão, Maia disse que pretende votar a cassação de Cunha em agosto, mas que se houver poucos deputados na Casa, marcará uma data específica para a votação.

— O resultado da CCJ sinaliza isso [a cassação de Cunha] de forma muito forte. O quórum nestes dois meses não será alto, mas a gente tem de trabalhar de forma correta para que esse tema seja votado de forma correta.

Como alternativa, Maia disse que pode convocar três sessões por semana em agosto e duas em setembro.

— Não podemos no meio da crise paralisar o Congresso nestes dois meses.

Ainda dentro da pauta econômica, Maia disse que somente vai levar ao plenário uma proposta "correta" de legalização dos jogos de azar.

— Não vai poder ter um bingo ou cassino a toda esquina. Esperamos que a comissão aprove medidas com fiscalização correta. Se não sair muito rígido, não dá nem para conversar.

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