Mais de 60% dos brasileiros acreditam que protestos continuarão, diz pesquisa CNT
Para metade dos entrevistados, atos foram endereçados aos políticos em geral
Brasil|Kamilla Dourado, do R7, com TV Record
Os recentes protestos que tomaram conta do País são bem vistos para 84,3% da população, de acordo com pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), divulgada nesta terça-feira (16). A sondagem também mostra que 49,5% dos brasileiros participaram de alguma manifestação ou pretendem participar, enquanto 58% não participaram ou não tem intenção de sair às ruas.
Para 49,7% dos entrevistados, os protestos foram endereçados aos políticos em geral e, em seguida, para o sistema político no Brasil (21%). Na avaliação do presidente da CNT, Clésio Andrade, a insatisfação com os políticos se refletiram na pesquisa da eleição presidencial.
— Quem teve o maior crescimento foi Marina Silva, a menos partidária de todas.
O detonador dos protestos, o transporte público, foi apontado por 4,6% da população como a reivindicação mais importante. Para 30,8%, esse foi o motivo das manifestações. Já o fim da corrupção foi considerado a reivindicação mais importante para 40,3% dos entrevistados e para 55%, o motivo da revolta. Para 24,6%, melhorias na saúde são mais importantes do que a reforma política (16,5%).
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Os brasileiros estão otimistas quanto à continuidade dos protestos: 62,1% acreditam que eles continuarão nas ruas e nas redes sociais. Para 14% dos entrevistados, os objetivos já foram atendidos.
Dilma e Congresso
Para 24,5% dos entrevistados a atuação da presidente Dilma Rousseff diante das manifestações foi positiva, contra 30,5 % que a considerou negativa. O desempenho da petista foi avaliado como regular por 40, 3% dos brasileiros.
A performance do Congresso Nacional diante das manifestações foi considerada negativa por 46,7% da população, enquanto 10,2% acredita que foi positiva e 33,5% regular.
Polícia
Mais da metade da população (53,3%) acha que a atuação da polícia durante as manifestações foi normal. Já 35,7% acredita que os militares foram agressivos; 8,6% acham que a polícia poderia ter agido com mais rigor para controlar os manifestantes.















