Brasil Mandetta diz que candidatos a terceira via não têm força sozinhos

Mandetta diz que candidatos a terceira via não têm força sozinhos

Ex-ministro afirmou em entrevista que é preciso frente ampla contra polarização e que país está perto de ruptura democrática

  • Brasil | Do R7

Mandetta em entrevista transmitida pela internet

Mandetta em entrevista transmitida pela internet

Reprodução/Youtube 15.08.2021

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou neste domingo (15) que candidatos ao que vem se chamando de terceira via nas eleições presidenciais de 2022 precisarão estar unidos para que haja uma possibilidade de vitória. Ele afirmou que isso é necessário num cenário de polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mandetta se coloca entre os políticos candidatos a integrar essa terceira via e elenca também nomes como os dos tucanos Eduardo Leite e João Doria, governadores do Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente, os ex-ministros Sergio Moro e Ciro Gomes (PDT) e o banqueiro João Amoêdo (Novo).

"Precisa estar todo mundo junto porque não vai ter força de tração o Eduardo sozinho, Doria sozinho, eu sozinho, Amoêdo sozinho, Moro sozinho. Eu entrego santinho lá no viaduto do Chá, eu sou cabo eleitoral. Desde que a gente tenha propósito", afirmou.

Mandetta foi o entrevistado do grupo Parlatório, que promoverá seminários com possíveis candidatos para as eleições presidenciais de 2022. O projeto tem curadoria do ex-presidente Michel Temer e traz como um de seus focos a busca por visões estratégicas e caminhos democráticos para o país, entrevistando candidatos que possam preencher uma "terceira via" nas eleições. 

'Ruptura'

Mandetta opinou que o Brasil se aproxima de uma mudança com dois cenários possíveis: um golpe de Estado pelo presidente Jair Bolsonaro ou então o impeachment do mandatário. Ele afirmou que as recentes polêmicas envolvendo o presidente e o STF (Supremo Tribunal Federal) mostram que o chefe do Executivo decidiu usar a Corte como "Judas" para atrair sua base. 

Ele afirmou que parte do país "assiste a essas demonstrações achando que é simplesmente blefe a mobilização de uma base radical. E aguarda como se o tempo fosse se encarregar".

"Esse problema não me parece próximo de uma solução. Acho que nunca estivemos tão próximos de uma ruptura da ordem democrática brasileira", disse.

O ex-ministro citou recentes pesquisas eleitorais para afirmar que Bolsonaro não disputará uma eleição que "sabe que perde". Ele ainda criticou o que seria o uso de redes sociais e aplicativos como Whatsapp pelo gabinete do ódio para manipulação. “Essa política se apropriou desse ambiente tóxico e manipula", afirmou. "Ele [Bolsonaro] está sentado em cima de uma máquina de internet", disse. 

Entrevistas

Fazem parte do grupo de discussões do grupo Parlatório representantes do empresariado como Jorge Gerdau, Abílio Diniz, Elie Horn e Rubens Menin, a ex-ministra do STF Ellen Gracie, advogados, generais, entre outros. Estão presentes também artistas, pensadores e dirigentes dos maiores hospitais do país.

Já foram sabatinados pelo grupo o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o apresentador de televisão Luciano Huck e o general Carlos Alberto Santos Cruz, que atuou como ministro da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro.

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