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Manifestações de domingo não aceleram processo de impeachment, diz Cunha

Para Cunha, o que pode acelerar o processo é a decisão que o STF sobre o rito do impeachment

Brasil|Da Agência Brasil

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Cunha considerou os atos como relevantes por mostrarem que as pessoas estão protestando contra aquilo com que não concordam
Cunha considerou os atos como relevantes por mostrarem que as pessoas estão protestando contra aquilo com que não concordam

As manifestações populares deste domingo (13) não devem acelerar a tramitação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, afirmou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo Cunha, o que pode acelerar o processo é a decisão que o STF (Supremo Tribunal Federal) tomar no julgamento dos embargos apresentados pela Câmara sobre o rito de tramitação do impeachment, marcado para quarta-feira (16).


— [As manifestações] podem acelerar o posicionamento de vários parlamentares. Não é o nosso caso. O que vai acelerar o processo de impeachment não são as manifestações; é a decisão do Supremo. Com a decisão, vamos tocar [o processo] com celeridade, até porque temos obrigação de fazê-lo.

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Ele considerou as manifestações relevantes por mostrarem que as pessoas estão protestando contra aquilo com que não concordam.

— Ficou muito claro para todos que é um protesto contra o governo.


De acordo com Cunha, a ideia é aguardar a decisão do Supremo sobre os embargos questionando decisão anterior da Corte em relação à eleição da comissão especial que analisará o processo e “tocá-lo” imediatamente, com uma nova eleição do grupo ou continuidade da escolha de seus membros. A eleição tinha começado no dia 8 de dezembro do ano passado.

O deputado ressaltou que, após a decisão final do STF sobre a comissão especial, que é composta por 65 titulares e igual número de suplentes, dará prazo de um dia para eleger os integrantes que faltam ou eleger outra comissão, de acordo com o que o Corte determinar. Segundo Cunha, a comissão deve concluir os trabalhos em até 45 dias, já que, após sua instalação, a defesa tem prazo de dez sessões plenárias da Câmara, e a comissão, de cinco, perfazendo 15 no total.


Cunha informou que vai se reunir com o Colégio de Líderes na quarta-feira, após a decisão do STF, para decidir o que fazer em relação à questão do impeachment. Neste dia, não deve haver votações no plenário para que os parlamentares possam assistir à votação no Supremo, como eles pediram.

Votações

Mesmo com a disposição dos partidos de oposição e não querem votar nenhuma matéria até a decisão sobre o impeachment, ficou acertado com os líderes que amanhã (15) será votado o projeto de decreto legislativo que altera regras sobre as dívidas dos estados e municípios, sem obstrução, disse Cunha. Também estão na pauta uma medida provisória e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata de recursos para a saúde. 

Na próxima segunda-feira (21), a Câmara deverá votar o projeto que trata da fixação do teto salarial e definir a eleição das comissões técnicas da Casa, acrescentou o deputado.

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