Manifestantes esperam ministro da Saúde com chuva de mosquitos de papel
Grupo quer constranger ministro por ter deixado ministério em plena crise do zika
Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília

Manifestantes, patrocinados nos bastidores por deputados da oposição ao Palácio do Planalto, prometem fazer uma chuva de mosquitos de papel na chegada do ministro da Saúde, Marcelo Castro, ao Congresso nesta quarta-feira (17). O ministro foi exonerado na manhã de hoje para poder reassumir seu mandato de deputado e votar no candidato do Planalto, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), na eleição da liderança do partido.
O objetivo dos manifestantes ao promover a chuva é chamar a atenção para o fato de o ministro ter deixado a pasta e meio à crise do zika vírus para vir ao Congresso votar no candidato do Planalto. O R7 apurou que o grupo que promove a chuva é o mesmo que soltou ratos na CPI da Petrobras.
A disputa entre Picciani e o candidato alinhado a Eduardo Cunha, o paraibano Hugo Motta está tão acirrada que além do ministro, outros três deputados reforçaram a bancada nos últimos dias. Hoje a bancada do PMDB, o maior partido da casa, tem 71 deputados, ante 67 na semana passada. Após a votação, o ministro e outros dois deputados reassumem seus cargos (dois secretários exonerados do governo Pezão no Rio de Janeiro).
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A votação está marcada para as 15h, mas a movimentação começou logo cedo, com os candidatos pedindo votos aos colegas. Ambos os lados dizem ter cerca de 40 votos, mas como a bancada tem 71 deputados, a decisão está nas mãos dos infiéis. Como o voto é secreto, é esperado que deputados prometam seus votos a um candidato mas votem em outro.
Antes do almoço, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), articulador da candidatura de Hugo Motta, entrou no gabinete de Eduardo Cunha fazendo uma 'dancinha', num gesto de confiança da vitória de Hugo Motta. Picciani também demonstrou confiança aos jornalistas, dizendo que tem pouco mais de 40 votos, que garantem a sua vitória.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro chegou a ser atingido pela chuva de mosquitos na entrada do plenário. Manifestantes vestidos de mosquitos, com raquetes elétricas fizeram barulho na porta do plenário onde acontecia a votação para a liderança. Ao R7 eles evitaram falar os próprios nomes e não se identificaram com parte de nenhum movimento, sinal claro de que a presença deles foi patrocinada por algum partido. Parlamentares chegaram a dizer que eram 'mosquitos do Cunha'.















