Marco Aurélio Garcia deve deixar UTI amanhã, mas alta demora pelo menos cinco dias
O assessor se recupera de ciurgia no coração para evitar um infarto
Brasil|Da Agência Brasil

Após ser submetido a uma cirurgia cardíaca na manhã de quarta-feira (6), o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, ministro Marco Aurélio Garcia, deve deixar a UTI (unidade de terapia intensiva) do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal na sexta-feira (9) de manhã.
Em entrevista concedida, a equipe médica responsável pelo procedimento informou que o ministro recupera-se bem – respira sozinho, está sentado e conversa com parentes. Quando seguir para o quarto, deve permanecer no hospital por um período de cinco a sete dias.
A diretora do instituto, a médica Núbia Vieira, explicou que durante check up feito no último fim de semana foram identificadas lesões obstrutivas em artérias importantes do coração do ministro. A cirurgia para a colocação de quatro pontes, de caráter preventivo, foi feita para evitar um infarto, já que ele apresentava sintomas de obstrução coronária como dor torácica.
— Ele tinha viagens programadas para a Argentina e para a África. Se a gente não fizesse naquele momento, não teria como fazer [...] Marco Aurélio não infartou previamente. Em momento algum ele teve um infarto.
Marco Aurélio Garcia se recupera bem de cirurgia cardíaca
Após receber alta, o ministro deve retornar ao hospital em 15 dias para uma nova avaliação e só depois será liberado pela equipe médica para retomar os trabalhos. Núbia informou ainda que a presidenta Dilma Rousseff chegou a conversar com o assessor antes da cirurgia e com o filho dele logo depois do procedimento. Um profissional de saúde da Presidência da República esteve hoje no hospital para uma visita.
O assessor é uma das referências para a política externa, principalmente para a América Latina e África. Ele faz parte do governo desde o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Participou de várias missões internacionais representando o governo brasileiro, como a mediação das negociações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).















