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Marin é extraditado para os EUA por processo de corrupção na Fifa

Brasil|Do R7

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ZURIQUE (Reuters) - O ex-presidente da CBF José Maria Marin foi extraditado para os Estados Unidos nesta terça-feira como parte de uma investigação sobre um escândalo de corrupção na Fifa, informou o Departamento Federal de Justiça e Polícia da Suíça.

O brasileiro foi entregue a dois policiais norte-americanos, em Zurique, que o acompanharam no voo para Nova York, disse o porta-voz Folco Galli.


Marin, de 83 anos, presidiu a Confederação Brasileira de Futebol de 2012 a abril deste ano e foi o presidente do comitê organizador local da Copa do Mundo de 2014. Ele é um dos sete dirigentes ligados à Fifa que foram presos em maio em um hotel de Zurique, após serem indiciados pelos EUA por acusações de corrupção.

Está programada uma aparição de Marin na quarta-feira de manhã em um tribunal federal do Brooklyn, em Nova York, onde ele deve se declarar inocente das acusações de corrupção.


Seus advogados nos Estados Unidos e na Suíça não responderam imediatamente aos pedidos para comentar o caso.

O brasileiro é acusado de receber propinas milionárias em relação a contratos de direitos de marketing esportivo e vinha lutando contra a extradição, mas na semana passada concordou em ser extraditado.


O ex-presidente da CBF é um dos dirigentes de alto escalão com quem a empresa de marketing esportivo Datisa negociou e concordou em pagar 110 milhões de dólares em subornos em troca dos direitos de mídia para torneios regionais, disseram autoridades norte-americanas. Pelo menos 40 milhões de dólares foram pagos até o momento em que as acusações foram anunciadas, segundo as autoridades.

A acusação também liga Marin a um esquema para receber subornos pelos direitos comerciais associados ao torneio Copa do Brasil.


O caso envolvendo dirigentes da Fifa abalou a entidade que controla o futebol mundial e desapontou patrocinadores. Entre as pessoas sob investigação está o presidente da Fifa, Joseph Blatter, atualmente suspenso e será substituído em uma eleição em fevereiro.

Uma porta-voz da Procuradoria dos EUA no Brooklyn se recusou a comentar sobre o anúncio da extradição.

(Reportagem de Brenna Hughes Neghaiwi em Zurique, Stephanie Nebehay em Genebra e Nate Raymond e Brendan Pierson em Nova York)

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