Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Marin se irrita ao ser relacionado à prisão de Herzog

Deputado diz que presidente da CBF "está comprometido até o pescoço"

Brasil|Do R7

  • Google News

Em entrevista concedida por telefone, o presidente da Comissão da Verdade — seção São Paulo —, deputado Adriano Diogo (PT), afirmou que o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, José Maria Marin, "está comprometido até o pescoço com a morte do jornalista Vladimir Herzog", ocorrida em 1975, no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna) do 2º Exército, na Vila Mariana, em São Paulo.

Diogo foi procurado pela reportagem depois de uma reação exaltada de Marin à tarde, no Rio, durante encontro com a imprensa de comitiva da Fifa que visitava o Brasil.


O dirigente esportivo ficou irritado ao falar sobre sua eventual participação na prisão de Herzog, após uma pergunta dirigida ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que tratava de denúncias contra o homem forte do futebol brasileiro.

— Desafio você [apontando para o jornalista do jornal O Estado de S. Paulo] a me trazer um documento em que eu tenha citado alguma vez em minha vida essa pessoa [Herzog] e em que eu tenha feito menção a esse acontecimento [prisão ou morte do jornalista, então diretor da TV Cultura].


Abertura de arquivos: veja o que a Comissão Nacional da Verdade já descobriu sobre a ditadura

Leia mais notícias de Brasil


Em 9 de outubro de 1975, Marin era deputado estadual pela Arena e fez um pronunciamento crítico na Assembleia Legislativa, voltado para Herzog.

— É preciso, mais do que nunca, uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar, não só nesta Casa, mas principalmente nos lares paulistanos.


Em 24 de outubro daquele ano, Herzog foi convocado para prestar informações no dia seguinte ao DOI-Codi. À tarde, de acordo com autoridades militares, ele teria se enforcado numa das celas.

Nesta quinta-feira (7), Marin, repetia durante sua intervenção num hotel do Rio.

— Não fiz um discurso, fiz um aparte e o que estranho é que isso foi em 1975. Estou com minha consciência tranquila.

Apesar do desmentido — pela primeira vez Marin falou publicamente sobre o assunto desde que assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol, em março do ano passado — a Comissão da Verdade vai convidá-lo para que ele tente esclarecer alguns pontos com relação à prisão e morte do jornalista.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.