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Marta só 'externou opinião' sobre economia, afirma Dilma

Presidente diz que demissão de ex-ministra da Cultura estava acertada

Brasil|Do R7

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Dilma retorna do encontro do G-20 na próxima terça-feira (18)
Dilma retorna do encontro do G-20 na próxima terça-feira (18)

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (12) que já sabia, antes de embarcar para o Catar, do conteúdo da carta apresentada pela ex-ministra da Cultura Marta Suplicy ao pedir demissão do cargo, com críticas à política econômica.

"Eu sabia do conteúdo da carta. Nós acertamos isso antes", afirmou Dilma durante a visita oficial ao país. Ainda segundo a presidente, a demissão de Marta foi acertada há um mês. "Ela não fez nada de errado. Não teve atitude incorreta. Apenas externou uma opinião dela."


A carta de Marta foi entregue à Casa Civil quando Dilma já estava no exterior. Integrantes do Palácio do Planalto disseram que o tom do documento teria surpreendido o governo. A saída da petista já era prevista, mas o recado foi interpretado como uma sinalização de que a petista, magoada com o PT, quis demarcar espaço, além de um sinal de que deseja articular sua disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2016.

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Além de Marta, que agora reassume seu mandato no Senado, outros ministros vão deixar o cargo. Sobre a reforma ministerial prevista para o segundo mandato, no entanto, Dilma evitou falar em datas. "Não estabeleci prazo. Não vou fazer a reforma imediatamente", disse. "Vou fazer por partes", complementou.

Questionada sobre a possibilidade de começar as mudanças quando retornar do encontro do G-20, na próxima terça-feira (18), Dilma disse que "nem pensar". "Não tem reforma na terça. Nem pensar. Não dá tempo", afirmou.


Questionada sobre o prazo dado pelo Palácio para a reforma, até terça, Dilma reafirmou que a definição virá dela. "Palácio não fala. É integrado por paredes mudas. Só quem fala sobre reforma é esta modesta pessoa que vos fala."

Visita de Estado


A presidente aproveitou para fazer uma parada técnica no Catar a caminho do G-20, na Austrália. Durante a visita, encontrou o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani e, com a xeica Moza bint Nasser, visitou a Fundação Catar, organização sem fins lucrativos de incentivo à pesquisa, à educação e à ciência.

Dilma viajou acompanhada da filha Paula, do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e do assessor especial Marco Aurélio Garcia. A presidente não comentou o fato de estar hospedada em uma suíte ao custo de R$ 30 mil a diária. O convite de ficar no hotel de luxo foi feito pelo país e a conta foi paga pelo emirado.

Depois da entrevista, a presidente planejava visitar o Museu de Arte Islâmica antes de seguir viagem. Dilma evitou entrar em detalhes sobre o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no G-20. "Não vamos tratar de questões pontuais", afirmou. Será o primeiro encontro bilateral após as denúncias de espionagem americana.

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