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Mendes está disposto a levar liminar a plenário "o mais rápido possível", diz Henrique Alves

Presidentes da Câmara e do Senado querem urgência para projeto que prejudica novos partidos

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Calheiros, Alves e Mendes se reuniram hoje na casa do ministro
Calheiros, Alves e Mendes se reuniram hoje na casa do ministro

Em reunião com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, nesta terça-feira (7), os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reforçaram o pedido de urgência para que a liminar que suspende a tramitação do projeto que prejudica novos partidos seja apreciada pelo plenário do Supremo.

Depois do encontro na casa do ministro, que durou cerca de uma hora, o presidente da Câmara informou que Gilmar Mendes está disposto a levar a discussão ao plenário da Corte o mais rápido possível, mas antes precisa que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o assunto.


O projeto foi encaminhado ao procurador-geral, Roberto Gurgel, na última sexta-feira (3), e Henrique Eduardo Alves disse que vai entrar em contato com Gurgel para pedir que ele dê prioridade ao caso.

—Eu vou tomar a iniciativa hoje de falar com o procurador para enfatizar, de maneira também respeitosa, a urgência que nós temos dessa matéria voltar ao pleno direito do parlamento sobre ela decidir.


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O presidente do Senado também quer que a liminar seja debatida rapidamente pelos ministros do Supremo do STF, na expectativa de que a liminar que suspende a tramitação seja cassada. Segundo ele, se essa for a decisão da Corte, o projeto será rapidamente votado no Senado.

Renan Calheiros também fez questão de demonstrar, mais uma vez, sua insatisfação com o que ele chama de interferência entre os poderes.


—O importante [...] é o Senado demonstrar que está contra o controle preventivo da constitucionalidade. Você ter a interrupção da tramitação de um projeto legislativo e algo com o qual nós não vamos concordar jamais.

O ministro Gilmar Mendes decidiu interromper a tramitação do projeto após o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) entrar com um mandado de segurança, alegando que o texto é inconstitucional.

Entre outras coisas, a proposta altera as regras de divisão do fundo partidário e a distribuição do tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão durante a campanha eleitoral de uma forma que prejudica os partidos que estão sendo criados.

A proposta têm o apoio da base governista no Congresso, mas a o oposição é contra, alegando que se trata de um projeto casuístico para beneficiar a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

O texto foi aprovado no dia 23 de abril na Câmara dos Deputados e enviado ao Senado. Antes de ser apreciado no plenário da Casa, a tramitação foi suspensa pelo Supremo.

PEC 33

Outra proposta que gerou crise entre os poderes Legislativo e Judiciário é a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 33, que restringe os poderes do STF.

No entanto, esse assunto está mais pacificado, uma vez que os presidentes das Casas do Congresso reconhecem a polêmica do texto e concordam em barrar a tramitação da PEC.

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O presidente da Câmara afirmou nesta terça que não deve dar prioridade ao tema:

—Não vou dar a ela prioridade por razões óbvias. Acho que ela cria um certo ruído, um certo mal estar e não é isso que nós queremos. Nós temos muita consciência da importância do Judiciário e da importância do Legislativo, que são poderes harmônicos e independentes entre si.

A PEC 33 foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara no dia 24 de abril, em votação simbólica.

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