Menos de 25% das cidades têm políticas para moradores de rua
Região que mais atende é o Centro-Oeste. Nordeste é o último da lista
Brasil|Do R7
De todos os municípios brasileiros, menos de um quarto executa ações que buscam melhorar as condições de vida da população que vive nas ruas. Os dados são da pesquisa “Perfil dos Municípios Brasileiros” divulgada nesta terça-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo considera como população em situação de rua um grupo heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular.
Existem 1.373 municípios com programa ou ação direcionado às pessoas nesta situação representando 24,7% do total do País. A região Centro-Oeste possui o maior percentual de municípios com essa política, 33,5% (156), enquanto o Nordeste possui o menor 17,6% (76).
As regiões mais populosas do Brasil, Sudeste e Sul apresentam, respectivamente, 28,2% e 24,1% de seus municípios com políticas para moradores de rua.
Por ser um fenômeno eminentemente urbano, observa-se a predominância dessa política em municípios mais populosos, existindo em 92,1% daqueles com mais de 500 000 habitantes.
Os moradores de rua avaliados na pesquisa utilizam logradouros públicos e áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória.
Para garantir os direitos desse grupo populacional, foi criada em 2009 a Política Nacional para a População em Situação de Rua, que estabelece diretrizes e objetivos a serem alcançados para o fortalecimento da cidadania de pessoas nesta condição.















