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Mesmo rejeitada em plenário, Renan vai insistir na redução de suplentes

Só 46 senadores vetaram texto que precisaria da análise de 49 parlamentares

Brasil|Da Agência Brasil

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Sobre número de suplentes, Renan disse que "a votação ainda não se encerrou"
Sobre número de suplentes, Renan disse que "a votação ainda não se encerrou"

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não descartou mudanças nas regras para suplência da Casa, mesmo com a rejeição da última terça-feira (9), no plenário da Casa, ao projeto que reduzia o número de vagas para suplentes e definia limitações para o cargo.

— Qualquer emenda constitucional para ser aprovada precisa, no Senado, de 49 votos. Como o Senado é composto por alguns suplentes, isso dificulta politicamente a equação. Acho que vamos ter oportunidade para dar essa resposta à sociedade no momento certo.


Dezesseis senadores em exercício, atualmente, são suplentes que substituem parlamentares que morreram, foram cassados ou estão exercendo cargos no Executivo.

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No plenário, a discussão durou mais de três horas e, mesmo com o acordo entre os líderes firmado antes da sessão, apenas 46 senadores aprovaram o projeto que precisaria de 49 votos favoráveis.

Senado derruba texto que reduz de dois para um nº de suplentes


Ao se referir a outros projetos que tratam sobre mudanças nas regras de suplência e que estão em tramitação na Casa, Renan insistiu: "a votação ainda não se encerrou".

Entenda o que está em jogo


Ontem, o plenário do Senado derrubou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduziria de dois para um o número de suplentes de senadores. De autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), o texto proibia também qualquer tipo de relação de nepotismo na chapa de senador.

Pela proposta, cônjuge e parentes consanguíneos, até segundo grau ou por adoção, não podem ser suplentes. Junto com a proposta de Sarney, os senadores também apreciaram uma proposta, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que estabelece eleições diretas para os suplentes de candidatos ao Senado.

A sugestão era de que os suplentes também fossem escolhidos de forma direta pela população durante as eleições, e não eleitos automaticamente junto com o senador, como acontece atualmente.

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