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Militar ucraniano é morto em base; premiê denuncia "crime de guerra"

Brasil|Do R7

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By Pavel Polityuk

KIEV, 18 Mar (Reuters) - Um integrante das Forças Armadas da Ucrânia foi morto nesta terça-feira em uma base ucraniana que sofreu um ataque na principal cidade da Crimeia, Simferopol, a primeira morte resultante de um confronto militar na península desde que a região foi controlada pelos russos três semanas atrás.

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Assim que a notícia da morte do funcionário, pelas mãos de agressores desconhecidos, se espalhou, o primeiro-ministro ucraniano, pró-Ocidente, denunciou o fato como um "crime de guerra" e pediu conversas internacionais para evitar uma escalada do conflito.

O presidente interino da Ucrânia disse que a Rússia está anexando a Crimeia de forma semelhante à tomada nazista da Áustria e dos sudetos, na ex-Tchecoslováquia, na Segunda Guerra Mundial.

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Duas forças políticas proeminentes que participaram dos três meses de manifestações que levaram à queda do presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, pediram à Ucrânia que corte seus laços diplomáticos com a Rússia.

O porta-voz dos militares ucranianos Vladislav Seleznyov, que falou com a Reuters por telefone da Crimeia, disse que um membro das Forças Armadas da base de Simferopol morreu em decorrência dos ferimentos. Um segundo homem, um capitão, ficou ferido.

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Seleznyov afirmou que o funcionário morto era responsável pela supervisão de uma frota de veículos na base, e que os agressores disseram aos funcionários ucranianos que estavam presos e que seus documentos foram confiscados.

Não ficou claro, disse Seleznyov, quem arquitetou o ataque. Ele descreveu os agressores como "forças desconhecidas, plenamente equipadas e com os rostos encobertos".

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O povo da Crimea, sede de Frota Russa do Mar Negro, votou majoritariamente a favor da anexação à Rússia no referendo do final de semana, e um tratado para incorporar a região foi assinado em Moscou nesta terça-feira. A Ucrânia, a União Europeia e os Estados Unidos criticaram o referendo e classificaram a anexação de ilegal.

Moscou e os líderes pró-Rússia da região negaram que forças russas estejam diretamente envolvidas, dizendo que "forças de auto-defesa" estão controlando a área da península do Mar Negro.

O primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, que assumiu o cargo após a saída de Yanukovich, afirmou que o conflito "está deixando de ser político para ser militar por causa dos soldados russos".

"Hoje, soldados russos começaram a atirar em integrantes das Forças Armadas ucranianas, e isso é um crime de guerra sem qualquer estatuto de limitação", disse ele em uma reunião no Ministério da Defesa.

Yatseniuk declarou que ordenou que o ministro da Defesa ucraniano peça uma reunião com suas contrapartes da Grã-Bretanha, França e Rússia - signatários de um tratado de 1994 que garante as fronteiras ucranianas - para "evitar uma escalada do conflito".

(Reportagem adicional de Alessandra Prentice e Natalia Zinets)

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