Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Ministério Público apura se dinheiro de Bumlai pagou João Santana

Lava Jato quer saber a relação entre R$ 12 milhões de empréstimo e o repasse para marqueteiro

Brasil|Do R7

  • Google News
Os R$ 12 milhões levaram o pecuarista José Carlos Bumlai à cadeia em novembro de 2015
Os R$ 12 milhões levaram o pecuarista José Carlos Bumlai à cadeia em novembro de 2015

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga se o marqueteiro do PT João Santana — preso desde 23 de março — recebeu parte dos R$ 12 milhões emprestados por meio de suposta fraude pelo Banco Schahin, a pedido do PT, pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Santana foi o responsável pela campanha do ex-prefeito de Campinas (SP) Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, em 2004, que, segundo Bumlai e delatores, foi abastecida com os recursos.


Os investigadores da Lava Jato querem saber qual a relação entre os R$ 12 milhões emprestados — e nunca pagos formalmente ao Banco Schahin — e um repasse de R$ 600 mil para uma empresa de João Santana pela NDEC (Núcleo de Desenvolvimento Estratégico da Comunicação).

Nome oficial da produtora VBC, a NDEC pertence a Armando Peralta e Giovane Favieri, empresários citados por delatores e por Bumlai como propositores do empréstimo.


Os R$ 12 milhões levaram o pecuarista à cadeia em novembro de 2015, alvo da 21ª fase batizada de Passe Livre — referência ao acesso que ele tinha ao Planalto no governo de Lula. Bumlai apontou os nomes dos dois empresários e ainda a participação do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares na transação. A partir dessas descoberta, a Lava Jato chegou a dois caminhos do dinheiro.

Ronan


Metade dessa soma — R$ 6 milhões — teria sido repassado ao empresário Ronan Maria Pinto, preso na 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14. O valor, segundo o MPF (Ministério Público Federal), serviu para o empresário comprar o jornal Diário do Grande ABC e ônibus. A outra metade leva ao pagamento de campanha em Campinas (SP) e de outras cidades, via Peralta e Favieri.

É essa frente de apuração que investiga os supostos pagamentos a Santana e podem unir três fases de operações: a Passe Livre (alvo Bumlai), Acarajé (alvo Santana) e Carbono 14 (alvo Ronan). "Estamos investigando ainda essa remessa da outra parte do dinheiro", segundo o procurador da República Diogo Castor de Mattos.


Os nomes dos donos da NDEC e suas relações com João Santana estão desde 2006 no radar do MPF. A empresa pagou R$ 600 mil para a produtora Santana & Associados nas eleições municipais de 2004. O dinheiro seria por serviços prestados na campanha de Dr Hélio, mas bancadas pelo PT.

Em depoimento à PF, Delúbio confirmou que os R$ 12 milhões teriam relação com campanha em Campinas (SP), em 2004. Naquele ano, o PT nacional patrocinou o candidato a prefeito de Dr. Hélio.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Santana informou que não ia se pronunciar. Peralta e Favieri foram procurados, mas não foram localizados. O ex-prefeito de Campinas não foi localizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.