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Ministério Público Federal pede suspensão de atividades das usinas do Madeira

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO, 7 Mar (Reuters) - O Ministério Público Federal abriu um processo civil para a suspensão da operação das atividades das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, que atravessa cheia histórica e deixou milhares de desabrigados.

O processo foi aberto em conjunto com o Ministério Público do Estado (MP/RO), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO), Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública de Rondônia e pede que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspenda imediatamente as licenças das usinas "até que novos estudos sobre os impactos das barragens sejam feitos".

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Além do Ibama, as empresas Energia Sustentável do Brasil (Usina de Jirau) e a Santo Antônio Energia (Usina de Santo Antônio) são citadas no processo que quer que todos os réus compensem o dano moral coletivo, estimado em 100 milhões de reais. O dinheiro será revertido para as vítimas das enchentes e reconstrução de suas casas, afirma o processo.

Representantes das companhias não puderam ser contatados de imediato.

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"As instituições pedem que a Justiça Federal obrigue as hidrelétricas a atender imediatamente as necessidades básicas de parte da população atingida pela enchente do rio Madeira, enquanto durar a situação de emergência e até que haja uma decisão definitiva sobre a compensação, indenização ou realojamento", afirma o MP em nota à imprensa.

Segundo a Agência Brasil, a cheia do rio fez o governo boliviano cobrar explicações do Brasil sobre uma suposta influência das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau nas inundações que ocorrem na parte boliviana da Amazônia.

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O chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, vai se reunir em 7 de abril com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, para uma visita bilateral ampla, na qual o tema da influência das hidrelétricas na cheia do rio Madeira poderá ser discutido, segundo a agência.

Na semana passada, a hidrelétrica Santo Antônio foi totalmente desligada em consequência do nível elevado do rio. O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico do Brasil determinou o rebaixamento do reservatório de Santo Antônio para evitar que, diante da cheia, estruturas provisórias da construção da hidrelétrica Jirau, a outra usina do rio Madeira, fossem afetadas.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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