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Ministério Público obtém liminar contra Samarco para monitorar dano ambiental no ES

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - Uma decisão liminar dada nesta terça-feira obriga a Samarco Mineração e órgãos de meio ambiente e saneamento a adotarem uma série de ações visando à produção e à conservação das provas necessárias para reparação pelos danos ambientais e morais coletivos causados no Estado por causa do rompimento das barragens situadas em Minas Gerais.

Obtida pelo Ministérios Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) e pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a decisão judicial obriga a Samarco a fornecer um helicóptero a partir das 7h desta terça-feira, às suas custas, para que a aeronave possa sobrevoar a área capixaba do rio atingida pelos seus rejeitos, pelo tempo que autoridades julguem necessário, sob pena de multa diária no valor de 50 mil reais por hora de atraso.

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"O rompimento das barragens da Samarco em Mariana (MG) provocou e está provocando impactos profundos no meio ambiente, motivo pelo qual resta ao Ministério Público... buscar judicialmente obter a responsabilização da mineradora pelos danos ambientais decorrentes de sua atividade empresarial", disseram os Ministérios Públicos no pedido à Justiça.

Segundo as prefeituras das cidades de Baixo Guandú, Colatina e Linhares, todas no Espírito Santo, já é possível notar uma pequena alteração na água do Rio Doce, que banha esses três municípios, mas a parte mais densa da lama que estava nas barragens da Samarco em Mariana ainda não chegou à região e, por isso, o abastecimento de água ainda não foi interrompido.

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Autoridades têm monitorado a qualidade da água do Rio Doce por meio de testes para garantir que a captação não representa risco à saúde pública e, pelo menos até o momento, esses testes têm garantido a segurança da manutenção do abastecimento.

Em Baixo Guandú e Colatina, as aulas das redes de ensino estadual e municipal foram interrompidas. Em Linhares, cidade que capta água de outro manancial em época de baixa do Rio Doce, como a atual, foi construída uma barragem para impedir que a lama trazida pelo Rio Doce contamine esse manancial, de acordo com autoridades locais.

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Cidades capixabas banhadas pelo Rio Doce vêm sofrendo há meses com uma crise hídrica por causa da seca no rio e algumas cidades implementaram o racionamento de água. Por outro lado, o baixo volume do rio afasta o risco de inundação com a chegada da onda de lama das barragens da Samarco.

Segundo boletim de monitoramento da Bacia do Rio Doce, divulgado pelo Serviço Geológico Brasileiro às 13h (horário de Brasília), a onda de cheia, composta principalmente de água, já chegou ao Espírito Santo, mas a onda de lama, com mais componentes sólidos na água, deve chegar ao Baixo Guandú entre quinta e sexta-feira desta semana.

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O rompimento na quinta-feira da semana passada de duas barragens da mina operada pela Samarco, uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, deixou quatro mortos e 22 desaparecidos e paralisou a extração de minério da Samarco, além de afetar a produção de minério de ferro em minas próximas operadas pela Vale.

Também nesta terça, a presidente Dilma Rousseff disse que seu governo está "extremamente preocupado" com a chegada da onda de lama ao Espírito Santo. Dilma colocou o governo federal "inteiramente à disposição" das autoridades locais para fazer frente à tragédia. [nL1N1351FU]

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(Reportagem de Roberto Samora e Eduardo Simões)

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