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Ministro da Justiça participa de audiência sobre exumação do corpo de Jango

"A busca da verdade é fundamental em qualquer democracia", disse José Eduardo Cardozo

Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

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"São fatos que precisam ser esclarecidos", defende o ministro
"São fatos que precisam ser esclarecidos", defende o ministro

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viaja nesta terça-feira (12) para a cidade de São Borja, no Rio Grande do Sul, para participar de audiência pública que vai discutir a exumação dos restos mortais do ex-presidente da República João Goulart.

O ministro defendeu a elucidação da morte de Jango, para esclarecer lacunas do passado. Segundo Cardozo, "a busca da verdade é fundamental em qualquer democracia, [...] são fatos que precisam ser esclarecidos".

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— No estado democrático é dever de transparência total em relação ao seu presente e em relação ao seu passado. Os fatos obscuros, os fatos que exigem clareamento da época desse período triste da história brasileira, que foi a ditadura militar, precisam ser colocados à luz.

Cardozo relembrou a criação da Comissão da Verdade, no governo Lula, "que foi aprovada por unanimidade no Congresso Nacional" e reforçou que investigar como Jango morreu "é uma tarefa democrática intransponível".

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— Essa questão do esclarecimento das situações que circundam a morte do ex-presidente João Goulart são questões que precisam ser esclarecidas, é por isso que irá se fazer todo esse trabalho de investigação”.

A audiência que discute com a sociedade a exumação do corpo será realizada esta noite no CTG (Centro de Tradição Gaúcha) de São Borja e também deve contar com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. 

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Os restos mortais de Jango vão ser trazidos na próxima quinta-feira (14) para Brasília, onde serão recebidos com honras militares pela presidente Dilma Rousseff, na Base Aérea da capital. Em Brasília, o corpo vai ser periciado por especialistas que vão emitir um laudo sobre a causa da morte do ex-presidente. Serão realizados exames toxicológicos que vão determinar se há substâncias venenosas nos restos mortais de Jango. 

Exumação

A exumação do corpo foi solicitada pela CNV (Comissão Nacional da Verdade), que investiga crimes ocorridos durante a ditadura militar. A Comissão quer esclarecer se a morte de Jango, que ocorreu em dezembro de 1976, há 37 anos, foi causada por ataque cardíaco ou envenenamento, como suspeita a família.

O corpo do ex-presidente fica em Brasília até o início do próximo mês, quando será devolvido ao seu túmulo, no cemitério Jardim da Paz, em São Borja. 

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