Ministro depõe na Câmara no dia 8 sobre acusações à PM do Rio
Torquato Jardim afirmou que comandantes estão associados ao tráfico
Brasil|Diego Junqueira, do R7

O ministro da Justiça Torquato Jardim vai prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados, na próxima quarta-feira (8), sobre as acusações de que um deputado estadual e comandantes a Polícia Militar do Rio de Janeiro estão associados ao crime organizado na cidade.
Jardim vai participar de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. Sua presença foi confirmada na terça-feira (31) pelo deputado Capitão Augusto (PR-SP), presidente da comissão.
Os deputados querem saber mais detalhes sobre as acusações do ministro. Em entrevista nesta semana, Jardim afirmou que "todo mundo sabe que o comando da PM no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado".
Ele disse ainda que “comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”.
Em entrevista ao “Blog do Josias de Souza”, o ministro declarou também que não será possível resolver o problema da violência no Estado com a atual gestão porque “não há comando”.
Para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), autor da convocação do ministro, Jardim será questionado a respeito “de que deputados estaduais está falando e de que batalhões da PM”.
A comissão também vai questionar como o ministro teve acesso às informações e se já há investigações e ações em curso para tratar da questão.
— Ele não pode ser considerado exclusivamente um pensador que faça a critica de uma situação existente. Como ministro da Justiça, ele tem obrigação de adotar medidas.
O deputado não se diz surpreso com a declaração, mas afirma que as acusações precisam ter consequências.
— Se ele tem informação privilegiada de que tem um deputado estadual participando de uma ação combinada com o crime organizado, ele tem obrigação pública de fazer a indicação de quem seja.
Defesa
O ministro reafirmou suas declarações nesta quarta-feira (1º), após sair de uma reunião no Supremo Tribunal Federal.
“Sobre o Rio de Janeiro, não sei, já falei o que tinha que falar. Nenhuma reclamação. Reações [contrárias] são normais”, disse, segundo relata a Agência Brasil.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) negaram as acusações do ministro.
Em nota, Pezão disse que “o governo do Estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos".
Já a Polícia Militar disse que as declarações são de uma “irresponsabilidade inadmissível”.















