Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Ministro do Supremo manda Cunha aceitar pedido de impeachment de Temer

Marco Aurélio Mello decidiu que presidente da Câmara não pode simplesmente arquivar o caso

Brasil|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Michel Temer teria praticado as mesmas pedaladas fiscais de Dilma
Michel Temer teria praticado as mesmas pedaladas fiscais de Dilma

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello determinou, nesta terça-feira (5), que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reabra e dê andamento ao pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer

Cunha havia arquivado o pedido de impeachment contra Temer feito pelo advogado mineiro Mariel Márley Marra.


Para o ministro Marco Aurélio Mello, o presidente da Câmara não pode simplesmente arquivar o caso e cabe a uma comissão especial de parlamentares analisar se o processo tem consistência. Só depois disso, o grupo poderia arquivar ou não o processo.

Leia mais notícias de Brasil e Política


Em sua decisão, Mello explica que "esse figurino [procedimento de arquivar o processo] legal não foi respeitado".

— O Presidente da Câmara dos Deputados, após proclamar o atendimento dos requisitos formais da denúncia, a apreciou quanto ao mérito — a procedência ou improcedência —, queimando etapas que, em última análise, consubstanciam questões de essencialidade maior. A concentração verificada, considerada pena única, ato monocrático, surge conflitante com a disciplina prevista na Lei 1.079/1950.


Logo depois, o ministro do Supremo decide: "Ante o quadro, defiro parcialmente a liminar para, afastando os efeitos do ato impugnado, determinar o seguimento da denúncia, vindo a desaguar na formação da Comissão Especial, a qual emitirá parecer [...]."

Marra alega, na Câmara, que Temer cometeu crime de responsabilidade e atentado contra a lei orçamentária ao assinar quatro decretos que autorizavam a abertura de crédito suplementar sem a permissão do Congresso Nacional.

A manobra, conhecida como pedalada fiscal, é a mesma que enseja o procedimento contra Dilma em análise na comissão do impeachment.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.