Ministros defendem Mais Médicos em reunião do Conselhão
Programa vem recebendo críticas dos profissionais da área e resistência no Congresso
Brasil|Do R7

A reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) serviu de palco nesta quarta-feira (17) para o governo defender o programa Mais Médicos, alvo de críticas de entidades que representam esses profissionais e resistência de parlamentares no Congresso.
Lançado pela presidente Dilma Rousseff em resposta a reivindicação feita durante protestos disseminados pelo País, o programa é criticado por prever a importação de médicos e a mudança na formação dos estudantes de medicina. Entidades representativas, como o CFM (Conselho Federal de Medicina), posicionaram-se contra as propostas do governo e também foram às ruas.
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A defesa do programa durante a reunião do CDES, o chamado Conselhão, foi feita pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha. Os dois petistas, que são apontados como possíveis candidatos ao governo de São Paulo em 2014, fizeram discursos parecidos, em alguns momentos invadindo as competências um do outro.
O ministro da Educação defendeu a mudança da formação dos futuros médicos como forma de melhorar a situação da saúde pública no País e argumentou que quando o governo colocou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como método de avaliação para que os alunos conseguissem ingressar na faculdades também sofreu resistências.
— A resistência do Enem foi a mesma, a indústria de vestibular não queria, também tivemos resistência com a política de cotas.
Padilha voltou a defender a contratação de médicos estrangeiros quando houver necessidade, quando não houver profissionais brasileiros para atender regiões com poucos ou nenhum médico.
O ministro da Saúde disse que os profissionais não têm culpa pelo défict.
— Aculpa não é dos médicos. Temos um mercado extremamente aquecido pela busca de serviços de saúde.
No Congresso, a medida provisória que regulamenta o programa já recebeu mais de 400 emendas, o que indica que os parlamentares pretendem fazer muitas mudanças no texto enviado pelo governo, podendo descaracterizar os principais eixos da iniciativa da presidente.
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O programa anunciado na semana passada tem três eixos: mudar a formação dos futuros médicos a partir de 2015, tornando obrigatório que eles prestem atendimento básico de saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por dois anos; aumentar os investimentos para a infraestrutura de saúde, num total de R$ 15 bilhões até 2014; e levar médicos brasileiros e estrangeiros a municípios que tenham média inferior à nacional de 1,8 médico por grupo de mil habitantes.















