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Ministros mostram otimismo ao falar no Senado sobre desempenho da agricultura

Antônio Andrade (Agricultura) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) comemoraram resultados

Brasil|Da Agência Brasil

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O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, disse nesta quinta-feira (26) que o País deve “mais uma vez” ultrapassar a previsão de produção agrícola no próximo ano. O ministro falou durante audiência na CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) do Senado.

— Nossa agricultura e nosso agronegócio vão muito bem. Estamos abrindo mercados. A previsão de produção no ano que vem é de 194 milhões de toneladas, e essas previsões vêm sendo sempre ultrapassadas.


Convidado para detalhar o Plano Safra 2013/2014, lançado em junho, e os problemas de regularização fundiária e armazenamento da produção agrícola no País, o ministro antecipou que o governo está “estudando modernizações para o seguro atingir mais agricultores com maior eficiência”. Sem antecipar detalhes, Andrade garantiu que as medidas valerão para a próxima safra.

O seguro é um dos mecanismos mais demandados pelos agricultores. No ano passado, a produção agrícola de diversas regiões do país foram afetadas pela estiagem, avaliada como uma das mais intensas dos últimos anos.


Recentemente, o governo divulgou novas expectativas para a safra de grãos, apontando que a colheita relativa ao período 2012/2013 deve atingir 187,09 milhões de toneladas, impulsionada pela produção de soja e de milho.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que também participou do debate, disse que o crédito disponibilizado para os pequenos agricultores aumentou 290% desde a safra de 2003/2004.


— No ano passado, foram disponibilizados R$ 18 bilhões e foram contratados R$ 19,1 bilhões. Foi o primeiro ano que ultrapassamos o limite anunciado.

Vargas ainda disse que o nível de inadimplência dos pequenos agricultores vem caindo progressivamente, desde que mecanismos como o seguro safra e os programas que garantem preço mínimo da produção foram ampliados.


— A partir da nova modelagem do seguro, a inadimplência veio a quase zero. O seguro não segura só a operação de crédito, mas também um percentual da renda.

Segundo ele, a inadimplência está abaixo de 5% para o setor.

Sérgio Souza (PMDB-PR) avaliou que, "se não fosse o agronegócio, nosso déficit na balança comercial teria mais US$ 50 bilhões”. Ao mesmo tempo em que reconheceram o peso da área para as contas do País, os senadores alertaram para gargalos que ainda não foram completamente superados.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou o processo precário de armazenagem que ainda ocorre em regiões produtoras, como as de Mato Grosso do Sul.

— Me admira seu otimismo, ministro. No Brasil, a safra fica armazenada no caminhão. Como a comercialização de commodity é muito rápida, ela é colhida e vai rápido para o porto. Mas não é o ideal.

Andrade rebateu, lembrando que hoje existe um programa que reserva R$ 25 bilhões para financiar armazenamento.

— Acredito que, em cinco anos, não teremos mais essa fotografia da soja e do milho armazenados a céu aberto.

Em junho, o governo anunciou que os recursos para agricultura empresarial somarão R$ 136 bilhões, e mais R$ 39 bilhões serão utilizados para financiar a agricultura familiar.

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