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Moraes pede vista e adia julgamento de chapa de Bolsonaro no TSE

Processo pedia a cassação da chapa por uma invasão num grupo de mulheres no Facebook e enaltecimento do grupo pelo então candidato

Brasil|Márcio Neves, do R7

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Julgamento aconteceu na noite desta terça-feira (9), mas foi adiado
Julgamento aconteceu na noite desta terça-feira (9), mas foi adiado

O ministro Alexandre de Moraes, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu vista nos processos que apuram a responsabilidade da chapa do presidente da República, Jair Bolsonaro, na época filiado ao PSL, e seu então candidado a vice-presidente, Hamilton Mourão, nas eleições de 2018, por um ataque numa rede social que teria beneficiado suas campanhas na época.

Leia também: Entenda os riscos para Bolsonaro e Mourão no TSE, onde 8 ações pedem cassação da chapa

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Alexandre de Moraes, que seria o penúltimo a votar no processo, pediu vista para tomar conhecimento mais aprofundado do caso e avaliar o voto do ministro Edson Fachin, que foi contrário ao do relator do caso, ministro Og Fernandes.

Com isto, o julgamento é adiado pela segunda vez, já que em 2019 o ministro Edson Fachin havia pedido vista, e em decorrência da pandemia o julgamento acabou acontecendo só sete meses depois.

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Fachin defende que a Polícia Federal faça uma investigação mais aprofundada, com perícia especializada para apurar melhor as acusações, que até então era investigada pela Policia Civil da Bahia, atendendo a um pedido dos advogados dos partidos políticos que protocolaram a ação no TSE.

Já o relator do caso, ministro Og Fernandes, havia destacado a ausência de provas no caso, já que não foi possível fazer perícia para apurar a invasão e também, havia afastado a possibilidade de cassação do registro ou do diploma da chapa, por ter sido um fato de menor gravidade.

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"A invasão ao perfil em rede social perpetrada por menos de 24 horas não teve gravidade capaz de causar ofensa à normalidade e à legitimidade do pleito que possa repercutir em outras áreas do Direito, como a civil e a penal", afirmou Fernandes.

Os advogados dos partidos que moveram a ação entendem que as provas já apresentadas comprovam que a chapa vitoriosa de Bolsonaro cometeu crime.

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“As provas apresentadas nos autos comprovam o ilícito praticado pelo então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro contra o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”. Foram apresentadas provas de que, no mínimo, os Investigados buscaram auferir benefício eleitoral com o episódio, inclusive por meio da propagação de fake news, conduta que lhes é contumaz e, sabidamente, é praticada desde antes das eleições gerais de 2018", afirmou o advogado Rafael Mota, que representa a coligação formada pelos partidos Rede e PV.

Participaram do julgamento os ministros Og Fernandes, relator do caso, Luís Salomão, Luis Roberto Barroso, Carlos Velosso, Tarcísio Vieira, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, de Renato Bril, vice-procurador geral eleitoral, além da advogada de defesa da coligação de Bolsonaro, Karina Kufa, e dos advogado das coligações que entraram com a ação André Maimoni e Rafael Mota.

Entenda o caso

As duas ações foram protocoladas na época pelos partidos da coligação formada pela Rede Sustentabilidade e PV (Partido Verde), da então candidata Marina Silva, e uma outra na associação do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PCB (Partido Comunista Brasileiro) , do então candidato Guilherme Boulos.Na ação eles apontavam abuso eleitoral e pediam a cassação do mandato dos representantes da chapa vitoriosa no pleito.

Segundo o processo, os partidos alegaram que, "durante a campanha, em setembro de 2018, o grupo virtual “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que reunia mais de 2,7 milhões de pessoas, sofreu ataque de hackers que alteraram o conteúdo da página. As interferências atingiram o visual e até mesmo o nome da página, modificado para “Mulheres COM Bolsonaro #17”, que também passou a compartilhar mensagens de apoio aos então candidatos e conteúdos ofensivos, bem como excluir participantes que o criticavam".

A ação afirmava ainda que "Jair Bolsonaro teria publicado em seu perfil oficial no Twitter a mensagem “Obrigado pela consideração, mulheres de todo o Brasil!”, acompanhada de foto da página modificada do grupo, o que sinalizaria forte elemento da provável participação do então candidato no episódio ou, no mínimo, de sua ciência".

Outras ações

As outras ações incluem a análise de irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo aplicativo WhatsApp durante a campanha eleitoral, a colocação de outdoors em pelo menos 33 municípios de 13 estados e uma outra por uso indevido de meios de comunicação.

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