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Moro defende que Coaf fique com Ministério da Justiça

Ministro diz que conselho estava "esquecido" no Ministério da Fazenda e garantiu que o ministro Paulo Guedes, da Economia, não quer o Coaf

Brasil|Do R7

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Ministro Sérgio Moro deu entrevista a rádio
Ministro Sérgio Moro deu entrevista a rádio

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu nesta quarta-feira (1º), em entrevista à rádio Jovem Pan, que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fique com o Ministério da Justiça. Ele afirmou que o conselho estava "esquecido" no Ministério da Fazenda e garantiu que o ministro Paulo Guedes, da Economia, não quer o Coaf.

"Guedes não quer o Coaf, ele tem uma série de preocupações, tem a reforma da Previdência. A tendência lá é ele (Coaf) ficar esquecido e na Justiça temos ele como essencial", disse.

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Ele disse ainda que o ministério tem o compromisso de manter o sigilo das informações investigadas dentro do Coaf. O risco de que se fira garantias individuais, como o sigilo bancário, é o principal argumento de quem defende que o conselho volte para a Economia.

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"Temos compromisso em manter sigilo porque a gente sabe que informações não devem ser devassadas, para não expor o cidadão. E também porque entendemos que expor prematuramente prejudica investigações", disse. Ele afirmou ainda acreditar que qualquer vazamento no passado não tenha saído do corpo do Coaf.

Ministério

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Moro defendeu também que os ministérios da Justiça e da Segurança Pública continuem parte do mesmo ministério. Segundo ele, parte relevante das atribuições da segurança pública estão, na verdade, dentro do Ministério da Justiça e, por isso, separá-las geraria "um inconveniente".

Ele minimizou as críticas do senador Major Olímpio (PSL-SP), que defende a separação das pastas. Segundo Moro, ele entende o argumento do parlamentar, uma vez que, no passado, os órgãos já foram unidos e não melhoraram a situação brasileira. "Conversei com o Major Olímpio e espero convencê-lo de que essa posição não é a melhor", disse.

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Pacote anticrime

Na entrevista à rádio, o ministro disse ainda que quer o Congresso como "parceiro" na votação do projeto anticrime. Ele afirmou entender que o Legislativo "tem seu tempo", mas frisou que gostaria que o texto fosse votado o mais rapidamente possível.

"Claro que nós gostaríamos que isso fosse votado o mais breve possível, mas nós temos que respeitar. É um novo Congresso, assim como é um novo governo", disse.

Criminalidade

Moro disse também que o problema da criminalidade no País não será resolvido diminuindo o encarceramento. "Não se resolve o problema da criminalidade simplesmente abrindo-se as portas da cadeia".

Segundo ele, é necessário sim pensar em políticas sociais e de urbanização para minimizar crimes, mas "é importante tirar o criminoso de circulação". E discutir alguns casos específicos, em que houve excesso de pena. "São estratégias que não são excludentes, têm que ser adotadas em conjunto", disse.

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