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Motorista afirma que foi subornado para assumir culpa na morte de Juscelino

Político e seu motorista particular, Geraldo Ribeiro, morreram no acidente na via Dutra

Brasil|Do R7

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Ex-presidente morreu em um acidente na via Dutra
Ex-presidente morreu em um acidente na via Dutra

Um motorista de ônibus, que em 1976 foi acusado de provocar o acidente que causou a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, afirmou nesta terça-feira (1º) na Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo que foi subornado na época para que assumisse a culpa pelo ocorrido.

O motorista Josias Nunes de Oliveira, de 69 anos, manifestou na Câmara dos Vereadores que foi visitado por desconhecidos em agosto de 1976, alguns dias depois da morte de Juscelino.

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Josias, que chorou várias vezes durante o seu depoimento de mais de duas horas e assegurou que pedirá uma indenização ao Estado pela pressão com a qual viveu nos últimos 37 anos, afirmou que se negou a receber a mala de dinheiro.

— Faz 37 anos do acidente e não me esqueci. Mexeram com um negócio errado. Eu trabalhava com amor e carinho no serviço e fizeram o que fizeram comigo.

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Ele foi absolvido da acusação de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O motorista sustentou a versão de que o automóvel em que estava Juscelino o ultrapassou e se chocou de frente com um caminhão, que fugiu depois do acidente, e contou que prestou socorro ao ex-presidente, sem saber quem era.

O político e seu motorista particular, Geraldo Ribeiro, morreram no acidente na via Dutra. O governo de Minas Gerais informou no mês passado que iniciou uma nova investigação para esclarecer o ocorrido.

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A Comissão da Verdade de São Paulo dúvida da versão de Josias e pedirá a exumação do crânio do motorista de Juscelino, segundo seu presidente, Gilberto Natalini, do Partido Verde (PV).

O crânio foi periciado em um processo aberto em 1996 e apresentou um orifício lateral e um fragmento de metal dentro do mesmo, que foi considerado pela perícia oficial como um prego do caixão, uma situação que sempre provocou desconfiança sobre a morte do ex-presidente e, segundo investigadores de Minas Gerais, pode ser a marca de um disparo de arma de fogo.

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