MP prorroga afastamento de Demóstenes, mas ex-senador continua com salário de R$ 25,7 mil
Conselho, porém, já decidiu que ele pode se aposentar e receber salário para o resto da vida
Brasil|Do R7

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu prorrogar por mais 60 dias o afastamento de Demóstenes Torres das funções de procurador de Justiça do MP-GO (Ministério Público de Goiás). A decisão monocrática partiu da relatora do caso e conselheira do CNMP, Claudia Chagas, no dia 28 de maio.
Apesar do aumento da suspensão, que venceria no dia 1º de junho, o ex-senador da República vai continuar recebendo o valor do seu último salário: R$ 25.753 mensais.
A prorrogação ainda precisa ser aprovada em plenário pelo CNMP, o que deve acontecer na próxima sessão, prevista para o dia 18 de junho.
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Em abril, Demóstenes conquistou uma importante vitória no plenário do Conselho. Ele foi declarado membro vitalício do MP (Ministério Público) por sete votos a cinco. Com isso, a pena máxima que o órgão pode aplicar ao ex-senador é a de aposentadoria compulsória, com a manutenção de seu último salário.
O afastamento do ex-senador do cargo de procurador de Justiça do MP-GO ocorreu por causa da ligação dele com a organização criminosa liderada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira. O envolvimento foi comprovado na Operação Monte Carlo da Polícia Federal.
Afastamentos
O primeiro afastamento de Demóstenes ocorreu em outubro do ano passado, quando a Corregedoria Geral do MP-GO (Ministério Público do Estado de Goiás) abriu um processo administrativo disciplinar contra Torres.
Depois, em janeiro deste ano, o CNMP ampliou a punição a Demóstenes por mais 60 dias, até março. Antes do prazo vencer, porém, a relatora do caso resolveu aumentar a suspensão do ex-senador das funções na justiça goiana por mais 60 dias, até junho.















