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MPF processa delegado por vazar informações para Cachoeira

Fernando Byron, que é réu em outra denúncia, responderá por improbidade administrativa

Brasil|Do R7

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O MPF (Ministério Público Federal) em Goiás ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado da PF (Polícia Federal) Fernando Antônio Hereda Byron Filho por vazar informações sigilosas à organização criminosa armada comandada por Carlinhos Cachoeira, desbaratada pela Operação Monte Carlo.

O delegado Byron já é réu na primeira denúncia apresentada pelo MPF no começo do ano passado. Ele iniciou suas atividades no Departamento da PF em Anápolis, uma das bases de atuação de Carlinhos Cachoeira, tendo feito apreensões de máquinas de jogos na cidade.


Cooptado pela organização, o delegado passou a revelar dados sigilosos obtidos em razão de sua função e a patrocinar interesses privados na Administração Pública. Em troca, recebia benefícios financeiros da quadrilha de Cachoeira.

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“Byron revelou, de modo sistemático, fatos de que teve ciência em razão do seu cargo de delegado de polícia, tendo, assim exercido a função de participante, dentro das entranhas do Estado, da organização com a função de obter informações sigilosas de interesse do grupo, em especial, de Carlinhos Cachoeira”, afirma o procurador da República Raphael Perissé na ação.

De acordo com o resultado da análise de escutas telefônicas entre Byron e Cachoeira, o delegado foi o responsável, ao vazar informações, por frustrar as operações da PF conhecidas como Apate e Via Real.

Além de ser condenado por improbidade administrativa, o MPF quer que Byron seja obrigado a ressarcir os custos dessas operações policiais, cujo valor deverá ser apurado na liquidação da sentença.

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