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'Não há cristianismo sem vida em comunidade', diz ministro da AGU

André Mendonça defendeu em julgamento do Supremo revisão da proibição de público em cerimônias religiosas no país

Brasil|Do R7

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O ministro da AGU, André Mendonça
O ministro da AGU, André Mendonça Youtube/Reprodução 07.04.2021

O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, defendeu nesta quarta-feira (7) a realização de cerimônias religiosas com público, ainda que em número restrito. Ele falou no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema, realizado após decisões discordantes entre os ministros Gilmar Mendes, contra eventos com público, e Kassio Nunes Marques, a favor da liberação do público, considerando uma ocupação máxima de 25% da capacidade.

"Ser cristão é viver em comunhão com Deus e com o próximo. Ter compaixão é chorar junto, lamentar junto. Dar o suporte", afirmou Mendonça, que deixou nas últimas semanas o posto de ministro da Justiça e Segurança Pública em reforma ministerial realizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

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O processo em julgamento diz respeito a decreto do Estado de São Paulo que impede desde 15 de março a realização de cerimônias com público, em razão da entrada em vigência da fase emergencial do Plano São Paulo, que vetou esse e outros tipos de eventos como forma de combate à pandemia de covid-19. A decisão foi contestada pelo PSD no Supremo.

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Na defesa da presença de público em cerimônias religiosas, Mendonça afirmou que "sem vida em comunidade não há cristianismo" e que "não há cristianismo sem a casa de Deus". Citou passagem bíblica em que Jesus fala "onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". 

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Mendonça citou dados de suicídios em outros países relacionando isso à liberação ou não de frequentar espaços religiosos. E questionou se a decisão do STF dada em abril de 2020, garantindo a estados e municípios o direito de manterem suas regras de quarentena, questionando se isso seria um "cheque em branco". 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, também defendeu a possibilidade de público parcial nas igrejas. Ele afirmou que a "ciência salva vidas, e a fé também". Ambas caminham lado a lado em defesa da vida e da dignidade humana, sustentou Aras. O procurador-geral afirmou no sentido de que a possibilidade de frequentar cerimônias regiliosas tem impacto na saúde mental.

Em seguido, o julgamento foi suspenso para um intervalo.

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