“Nós já apaziguamos”, diz Michel Temer sobre crise entre o governo e o PMDB
Vice-presidente da República afirmou que escolha dos ministros será de Dilma
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

O vice-presidente da República, Michel Temer, minimizou a crise entre o governo e o PMDB, principal aliado do PT no Congresso Nacional. Temer se reúne nesta quarta-feira (5) com lideranças do PMDB em Brasília.
A reunião é mais uma tentativa de Temer para reagrupar o PMDB em torno do segundo mandato de Dilma Rousseff. Sobre o clima tenso entre o governo e a sigla, Temer afirmou que a situação foi controlada nesta terça-feira (4) durante um jantar oferecido por ele no Palácio do Jaburu.
— Nós já apaziguamos ontem (4). Nós fizemos um grande jantar de confraternização. Tinham 202 pessoas no Jaburu. Ou seja, as lideranças todas do PMDB. Ontem já houve uma confraternização muito grande no PMDB.
No entanto, Temer ressaltou que no encontro desta quarta, o assunto principal será a reforma política.
— Hoje na reunião do Conselho Político, nós queremos tratar de um tema que é um tema importante para toda a sociedade brasileira que é o tema da reforma política. Nós queremos hoje deflagrar os estudos da reforma política para logo depois o conselho nacional do PMDB aprovar esse projeto e nós mandarmos ao Congresso, que de resto é o senhor deste processo.
A relação entre o PT e PMDB estremeceu desde o fim da campanha. Três dias após a reeleição de Dilma, a Câmara dos Deputados derrubou o decreto presidencial que regularizava a participação dos conselhos populares em decisões do governo. A votação foi o primeiro sinal de que a presidente não poderá contar com o mesmo apoio que teve do PMDB que teve durante os primeiros quatro anos de governo.
Além disso, a candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Presidência da Câmara dos Deputados causou mal-estar entre os petistas. O anúncio foi feito com três meses de antecedência da eleição ao cargo. O acordo entre o PT e o PMDB é de uma alternância no comando da Casa, que atualmente está nas mãos de Henrique Alves (PMDB-RN).
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Temer disse que esse é um assunto que deve ser discutido no Congresso Nacional e que as negociações fazem parte da vida política.
— Isso é um assunto que está sendo tratado. Primeiro que eu estou no Executivo hoje, embora minha alma seja de parlamentar. Mas é um assunto do Poder Legislativo. Eles estão trabalhando lá para verificar quais são as candidaturas, se fazem rodízio, se não fazem rodízio. Nós temos ainda três meses pela frente ainda há tempo para discutir esse assunto.
Sobre a composição dos ministérios a partir de 2015 e a participação do PMDB no governo, Temer foi categórico e afirmou que a palavra final será de Dilma Rousseff.
— Esta é uma matéria da Presidência República. A presidenta Dilma em um dado momento vai tratar desse assunto. É ela quem escolhe os ministros. Muito provavelmente viria a ouvir os partidos.















