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Novo articulador político do governo não vê necessidade de outra CPI da Petrobras

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O novo ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse nesta sexta-feira que não vê necessidade de uma nova CPI para investigar a Petrobras, argumentando que o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e da Controladoria-Geral da União é mais eficiente para combater a corrupção.

A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de corrupção e desvio de dinheiro de contratos da estatal com empreiteiras, que atuariam como cartel, e abasteceria o caixa de partidos políticos.

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No ano passado, a estatal foi alvo de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso, criadas com o apoio de parlamentares da base aliada do governo.

Um dos candidatos à presidência da Câmara, o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), tem dito que não impedirá a criação de uma nova CPI para investigar a estatal. O PMDB é o maior partido aliado do Executivo no Congresso.

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A oposição promete articular a criação de uma nova CPI.

Pepe Vargas afirmou que o governo não teme investigações do suposto esquema de corrupção, mas considera que uma investigação parlamentar não conseguirá avançar ao que já foi apurado pela PF.

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“Eu sou daqueles que acham que as CPIs não têm mais o mesmo papel que tiveram no passado”, disse o petista a jornalistas após tomar posse, lembrando do tempo em que os depoimentos nas comissões geravam provas para as investigações policiais e do Ministério Público. Hoje, segundo ele, os depoentes podem ir à CPI e não dizer nada.

“Eu acho que às vezes as CPIs estão deixando a desejar nesse sentido. Não estou dizendo uma novidade. Se nós não tivéssemos tido CPI (da Petrobras) e ficássemos só com o trabalho da Polícia Federal e o trabalho do Ministério Público Federal, nós teríamos o mesmo resultado”, argumentou.

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“Então, às vezes a CPI é mais um instrumento de embate político do que eficiência na investigação”, acrescentou Vargas.

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(Por Jeferson Ribeiro)

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