Novo ministro do Trabalho será indicado no final de março
A escolha do novo ministro virou impasse entre presidente do PTB, Roberto Jefferson, e bancada na Câmara. Sem acordo, Temer decidiu adiar anúncio
Brasil|Do R7

O governo e o PTB adiaram a indicação do novo ministro do Trabalho. Sem acordo entre a bancada do PTB e o presidente do partido, Roberto Jefferson, o presidente Michel Temer pediu que se adiasse a indicação do titular da pasta para o final de março, quando o governo trocará todos os ministros que decidirem ser candidatos nas eleições de outubro
PTB desiste de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho
Até lá, se mantém no cargo o atual secretário-executivo, Helton Yomura, como ministro interino. Na terça-feira (20), o PTB anunciou que estava retirando a indicação da deputada Cristiane Brasil (RJ), filha de Jefferson, para o cargo. Na manhã desta quarta-feira (20), essa decisão foi informada oficialmente ao governo.
A decisão de adiar a indicação foi tomada esta manhã em reunião entre o líder da bancada, Jovair Arantes (GO), Jefferson e Temer.
Depois de ver a filha ser impedida de assumir o ministério, o presidente do PTB disse à Reuters que preferia ver Yomura ser efetivado no cargo, por já ter sido testado na posição.
No entanto, a bancada do PTB na Câmara, que seria a "dona" da vaga, não concorda com sua indicação. A preferência é por um deputado ou ex-deputado para a vaga. Um nome ventilado foi o do deputado Jorge Corte Leal (PE), ex-presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco.
Cristiane
A indicação de Cristiane Brasil foi alvo de intensa polêmica desde que a Justiça barrou sua posse sob a alegação de que ela não tinha condições de assumir o cargo por ter sido condenada em processo trabalhista.
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O caso se arrastava desde o início de janeiro, quando o próprio Temer aceitou a escolha dela, em substituição ao também petebista Ronaldo Nogueira (RS), que deixou o cargo para tentar à reeleição para a Câmara dos Deputados.
Antes de Cristiane, o PTB havia indicado o deputado Pedro Fernandes (MA) para o cargo, mas a proximidade do parlamentar com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) --opositor ferrenho do governo de Michel Temer e adversário do ex-presidente José Sarney-- fez com que seu nome fosse vetado.
Ministros de saída
Até 7 de abril, prazo para desincompatibilização, o governo terá que trocar pelo menos mais 10 ministros.
Ricardo Barros (Saúde, do PP), Mendonça Filho (Educação, DEM), Fernando Coelho (Minas e Energia, sem partido), Helder Barbalho (Integração Nacional, MDB), Sarney Filho (Meio Ambiente, do PV), Leonardo Picciani (Esportes, MDB), Marx Beltrão (Turismo, MDB), Maurício Quintela (Transportes, PR), Raul Jungmann (Defesa, PPS), Osmar Terra (Desenvolvimento Social, MDB) saem para serem candidatos nas próximas eleições.
Além deles, o governo procura um nome para ocupar o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, vago desde o final de dezembro quando Marcos Pereira (PRB) deixou o governo.















